Ponto da situação do processo de avaliação de desempenho

Impera a diversidade nas escolas. Cada escola vai fazendo como pode e sabe num processo de tentativa e erro que gera desigualdades e injustiças. Há escolas que optaram por observações de aulas de 90 minutos e há até algumas que obrigam à observação de 5 aulas de 90 minutos. Outras, como esta de que fala a Bárbara, optaram por observações de 45 minutos e reuniões ultra rápidas.
"As aulas assistidas são de 45 mn e terão lugar no 2.º Período. O número de horas de redução de cada coordenador é dividido pelo número de docentes do Departamento. Nos Dep. maiores, isto corresponde a 15 mn de reunião com cada docente (sem comentários).
As instruções para o preenchimento dos O.I. vão no sentido de colocar, no máximo, duas propostas em cada item, sendo que apenas os dois primeiros são obrigatórios. Os indicadores de sucesso e de abandono escolar foram calculados, por disciplina e por ciclo de escolaridade, com uma margem superior à do ano passado, para que haja hipótese de os alcançarmos (ou superarmos).
Tudo o que nos propomos fazer deve poder ser constatado/medido. Portanto, nada de nos propormos a, por exemplo, "prestar apoio individualizado na sala de aula", pois isso não é mensurável e só poderia ser constatado na aula assistida. Podemos e devemos prestar esse apoio, mas isso não deve constituir um objectivo individual.
O cumprimento dos objectivos individuais será aferido pela realização, ou não, das actividades propostas e pelo número de actividades realizadas: X materiais didáctivos em suporte Y; X articulações interdisciplinares; X contactos com E. E. e/ou alunos, X actividades destinadas a envolver os E. E.; X fichas de avaliação suplementares para os alunos que indiciem retenção, e por aí fora.
Resumindo, passo a passo estamos a fazer o que se espera de nós.
* Os coordenadores não se queixam de excesso de trabalho pois racionaram o tempo;
* Os avaliandos não se queixam, pois não sentem a pressão de terem de se propor a fazer mil coisas:
* Não há critérios subjectivos de avaliação do cumprimento dos O.I. - o indicador é o número (fez, não fez e quantos fez);
* Os objectivos definitivos serão elaborados com base na discussão da proposta provisória (esboço):
* Estamos a 6 e Outubro e, neste momento, a comissão de avaliação já tem uma noção abrangente do que nos propomos fazer.
Se encontrarem algum ilegalidade nisto, façam favor de dizer."
Bárbara

11 Response to "Ponto da situação do processo de avaliação de desempenho"

  1. Anónimo says:

    Neste aspecto da avaliação os Agrupamento aplicam-na da maneira que acharem melhor e mais justa para os seus docentes. Não é necessário, nem poderia ser, igual para todos os Agrupamentos. Esta avaliação só será justa se levar em linha de conta a realidade de cada agrupamento, por isso, é natural o que a colega diz.

    Anónimo says:

    Caros colegas e colega:

    1. No secundário não pode haver assistências a aulas de 45 min , pois não existem;

    2. Não podem ser preenchidos ( ou contar) só os 2 primeiros itens da ficha de Obj Individuais- é ilegal;
    De resto, acho que fizeram bem.

    Anónimo says:

    Colegas,
    A escola da Bárbara adoptou "estratégias de sobrevivência", tentou simplificar o processo para diminuir a ansiedade do seus professores. Eu pessoalmente concordo. Sei que outros colegas preferem manter a entropia ao máximo para fazer cair o modelo. Eu aceito esta posição, mas penso que vai ter consequências no funcionamento da Escola e gerar muitas ansiedades nos professores.
    Como o anónimo das 11.12h referiu, no secundário as aulas são de 90 min. (mas nem todas), respeitando este princípio a Escola decide. Não gostei das aulas assistidas todas no 2º período. O modelo teórico que está por de trás disto, pressupõe uma reflexão conjunta entre o par, e se necessário uma melhoria das práticas, logo era preferível (a ter que fazê-lo) um maior espaçamento.
    Quanto a preencher obrigatoriamente os 2 primeiros parâmetros, penso que o que a Bárbara terá querido dizer, é que esses têm de ser preenchidos por todos, os restantes vão variar de professor para professor (não tem de ser formulado um objectivo para cada parâmtro do 9.º do DR 2/2008).
    Isabel

    bárbara says:

    É como diz a Isabel.

    A calendarização das aulas assistidas já está feita e afixada: Duas no 2.º Período e uma no 3.º Período. Não houve negociação de turmas. O critério foi a disponibilidade do avaliador. Temos tempo mais do que suficiente para pensar no que vamos fazer com aquela turma em Janeiro, em Março e em Abril.

    As aulas também são de 90 mn, aliás, como em todo o lado nestes ciclos de ensino. Porém, o avaliador só assiste a 45 mn. Ou seja, em 90 mn, o avaliador assiste a duas aulas diferentes, com 2 docentes.

    fjsantos says:

    Pois aqui temos a regulação local a funcionar. No seu melhor!
    Mas também no seu pior, na medida em que vai permitir à ministra e ao nosso primeiro afirmar que: «finalmente, em Portugal, foi feita a avaliação dos "madraços" dos professores»

    Anónimo says:

    Cara colega Bárbara.

    completamente ilegal o avaliador assistir apenas a 45 minutos da aula ( eu fui designado "avaliador")e comigo gramam eles e eu com os 90.

    E se no final houver um professor que ponha um recurso ao avaliador?

    António

    Anónimo says:

    Isto é tudo uma fantochada e as pessoas continuam a baixar a cabeça e a dizer que sim sim sim fazemos fazemos fazemos tudinho!!!!

    Anónimo says:

    Bárbara
    Considero um absurdo que a diferenciação se faça pelo número de...
    Já pensou o que é para uma escola todos professores a tentarem fazer o maior número possível disto ou daquilo...
    Não me revejo nesses critérios. Nem em nenhuns...

    Anónimo says:

    HOJE CONHECI O MEU AVALIADOR!
    Ao que isto chegou!!!

    Será que teremos que aguentar com isto…
    A incapacidade reina...
    Vamos permitir que aqueles que nos avaliarão são os mesmos que outrora poderão ter sido avaliados de uma forma justa que os levou a justificar-se com o encobrimento “sujo” da incapacidade…
    Aqueles que usaram a permissividade do sistema e dos falsos oradores promotores da justiça e da igualdade…
    Pergunto…
    Vamos permitir que nos avaliem?
    Como é possível ter a audácia de se fazer menção ao instrumento mais digno que um docente deve reger – AVALIAÇÃO!
    Avaliação do quê…como e para quê?
    Serão aqueles, muitas das vezes preocupados com o fim da linha…desinteressados e vinculados a um sistema sem sistema… os alucinados… os astrólogos da nova educação… sujeitos a uma acupunctura de ideologias idiotas e disparatadas que se revêem na totalidade da incapacidade de avaliador.
    A receita foi e será simples: coloca-se meia dúzia de docentes numa forma…leva-se ao forno e já está! Não custa nada, (como dizia aquele saudoso arquitecto)… o que interessa é a f(ô)rma…não a f(ó)rma como se conquista…nem se quem f(ó)rma tem formação para ser avaliado…
    Vamos a um suponhamos…porque isto é mesmo conversa da treta:
    O capaz avaliador avalia o avaliado de uma forma criteriosa e de acordo com os procedimentos a seguir…Na observação directa e no estudo exaustivo faz contemplações acerca do trabalho do avaliado…decide-se por uma avaliação puramente satisfatória.
    Mais tarde, o avaliador vestirá o fato de avaliado…e na inexistência de contemplações nem conjecturas demasiado filosóficas, relacionadas com a prática primitiva e histórica…o novo avaliador poderá decidir-se por uma avaliação puramente insatisfatória.
    Será isto possível…um avaliador sujeito a avaliação torna a sua avaliação do seu avaliado puramente insatisfatória e inquestionavelmente ridícula!
    O sistema e a sociedade estão completamente desequilibrados, exactamente pela permissividade de comportamentos como este…cada macaco no seu galho, meus amigos!
    Um leão domina os dominados…um ladrão rouba os assaltados…um jogador marca golo, só e apenas na baliza…mas nunca em tempo algum e jamais será possível que um professor avalie outro professor…
    Jamais!
    É trocar as posições…
    é assumir um papel para o qual o sistema não o formou…
    é dar competências numa competição…
    é permitir que alguém passe a frente sem existir corrida…
    que decida sem essa função
    que observe sem ver
    que analise sem entender
    e que o tempo…sim apenas o tempo
    e nada mais que o tempo
    permitirá uma má decisão!

    Desculpem lá o desabafo!
    Sou um professor, apenas um professor

    bárbara says:

    Aos colegas que não concordam com as aulas assistidas de 45 mn:

    Não há outra forma de dar a volta a isto. As pessoas que têm 20 ou 30colegas para avaliar, também têm as suas aulas para dar. Se não o puderem fazer, têm de deixar plano de aula, para que alguém os substitua. Quem? os avaliandos, claro!

    bárbara says:

    Em relação ao colega que não concorda com a avaliação do número de coisas realizadas:

    Eu não disse que o que interessa é fazer muitas coisas. Aliás, só somos obrigados a ter objectivos para os dois primeiros itens.

    Porém, somos avaliados pelo facto de fazermos, ou não, aquilo a que nos propusemos. Daí a questão concreta do "fez, não fez, quantos fez". Nesse sentido, o melhor mesmo é não nos comprometermos a fazer muita coisa... Poucas mas boas.

    Imaginem que o indicador de medida não era este, mas sim, a "qualidade das acções realizadas". Cada avaliador julgaria a seu bel-prazer (ainda mais do que já vai acontecer).