O dilema dos sindicatos. O tempo está a esgotar-se e nada ficará como dantes
Os sindicatos de professores estão a viver um dilema complexo. Se não juntarem a sua voz e recursos à marcha nacional do dia 15/11, serão vistos pela maioria dos professores como traidores. É assim que muitos docentes os vêem. É pena porque os sindicatos são instrumentos importantes e sem eles ou com eles mais enfraquecidos os professores saem a perder. É por isso que a responsabilidade política e sindical de Mário Nogueira de João Dias da Silva é tão grande. Da decisão que tomarem hoje dependerá o futuro do sindicalismo docente. Se não forem capazes de romper com o memorando de entendimento e se ficarem afastados da Marcha do dia 15/11, serão repudiados pelos professores que se desvincularão em massa, deixando de pagar quotas. Não é bom para a democracia nem para os trabalhadores que isso aconteça. Os trabalhadores precisam de sindicatos fortes. No entanto, é isso que acontecerá se Mário Nogueira e João Dias da Silva não souberem ler a realidade.
Não faço a mínima ideia do que vai acontecer e terei de esperar mais umas horas para saber. Seja qual for a decisão dos sindicatos, a Marcha vai realizar-se. Seria bom para todos que a Marcha de Lisboa se realizasse com o apoio dos sindicatos. Dessa forma, poderiam reconciliar-se com os professores e todos ficariam a ganhar.
MUITO INTERESSANTE verificar a DIFERENÇA de posições entre os PROFESSORES e a FENPROF, a partir desta notícia:
www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=112975
13 OUT 08
1ª Parte:
Professores preparam manifestação a 15 de Novembro
A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e o Movimento Mobilização e Unidade de Professores estão a preparar uma manifestação em Lisboa, no próximo dia 15 de Novembro
À medida que o novo ano lectivo avança, vão-se somando as expressões de descontentamento entre a classe docente. E, se na blogoesfera já tinha começado a discussão sobre as formas de luta, este fim-de-semana dois movimentos cívicos de professores decidiram avançar com uma manifestação contra a política do Governo.
A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e o Movimento Mobilização e Unidade de Professores agendaram para o próximo dia 15 de Novembro, em Lisboa, uma nova marcha de professores – que vai começar às 14h00 no Marquês de Pombal e terminar em frente à Assembleia da República.
O processo de avaliação do desempenho, o estatuto da carreira docente – com a criação da figura do professor titular – e o novo modelo de gestão escolar são, ao que o SOL apurou, alguns dos aspectos da política de Maria de Lurdes Rodrigues contestados pelos professores.
2ª Parte:
Fenprof reúne com ministra
À margem desta manifestação – que está a ser organizada por movimentos cívicos de docentes – a Federação Nacional de Professores (Fenprof) vai reunir, esta terça-feira, com Maria de Lurdes Rodrigues.
Os horários de trabalho, os concursos para a colocação de professores (que terão lugar em Janeiro) e o «desgaste físico e psicológico» da classe docente são alguns dos pontos que vão estar na agenda deste encontro.
«De todo o país têm chegado notícias que dão conta do ambiente que se vive nas escolas: muita perturbação, uma certa desorientação, profundo descontentamento, alguma desmotivação e um enorme cansaço acumulado em apenas três semanas de aulas», comenta a direcção da Fenprof, num comunicado enviado às redacções.
Perante este cenário, o sindicato pretende que «a Ministra da Educação assuma as suas responsabilidades políticas perante esta situação, que prejudica o normal funcionamento das escolas».
Os sindicalistas exigem ainda que a responsável pela Educação «tome as medidas indispensáveis ao regresso da serenidade e da tranquilidade às escolas».
Hoje, está marcada uma conferência de imprensa da Fenprof (ou da Plataforma)após outra ronda de "negociações" ME-sindicatos sobre os concursos. Se, ontem, Mário Nogueira, em nome da Plataforma e da Fenprof, já se pronunciou sobre a Manifestação de Professores de 15 de Novembro, para quê uma conferência de imprensa?
Não, não é nada inocente.
Consta que Mário Nogueira vai ANUNCIAR PUBLICAMENTE, hoje, via órgão de comunicação social,
uma manifestação para ANTES do dia 15 de Novembro.
É ele que está a impor ... aos restantes sindicalistas (...)
Comentário meu: Afinal o combate do Mário Nogueira é contra os professores e não contra o trio maravilha. O trio maravilha é para "negociar" ... há 3 longos anos.
Fantástico.
Ramiro,
"... É por isso que a responsabilidade política e sindical de Mário Nogueira de João Dias da Silva é tão grande. Da decisão que tomarem hoje dependerá o futuro do sindicalismo docente."
Não "somos" inocentes. O João Dias da Silva é o presidente da UGT. Já há muito que não "está propriamente no sindicalismo docente".
O Mário Nogueira prepara-se, se cumprir bem esta missão que o PCP lhe encomendou, ser prendado como deputado elegível nas listas do PCP para as próximas legislativas. O Carvalho da Silva ainda vai estar mais uns anos na CGTP.
O Nogueira é natural de Tomar (!)
Ana
Vamos esperar mais umas horas.
Se a plataforma convocar uma manifestação para antes do dia 15, não está, certamente, à espera da nossa adesão, pois não? A verificar-se esta convocatória, seria importante informar os órgãos de comunicação social de que os professores não comparecerão: essa não é a nossa manifestação! já temos uma marcada para o dia 15!
Colegas ACORDEM e procurem saber como surge a "espontaneidade" de alguns movimentos!
Acusam os sindicatos de "partidarização" e os movimentos?
"Anónimo disse...
Colegas ACORDEM e procurem saber como surge a "espontaneidade" de alguns movimentos!
Acusam os sindicatos de "partidarização" e os movimentos?
14 de Outubro de 2008 10:03"
Aqui tem "um movimento" ... em "movimento: Eu!
(rir)
Se os sindicatos convocarem a manifestação para outro dia, vamos às duas.
o acham que já existe divisão q.b. entre os professores?
É precisamente isso q eles querem. Quer queiram quer não os sindicatos são os únicos com poder legal p nos representarem. O q o governo pretende é poupar à custa do funcionário público. Já foi dito em governo anterior q o nosso problema é sermos muitos. É isso! Poupar na educação p dar noutros sectores. Eles já mostraram q a educação é o q menos importa - novas oportunidades- querem mais?
Ai se fossemos unidos!
Anónima
Estamos, com tanta espontaneidade, a fazer o jogo do ME: dividir para reinar.
Se enfraquecermos os sindicatos deixarão de haver interlocutores e, finalmente, o ME ficará com as mãos livres.
Harakiri docente? Não obrigado!
Que queremos? Dividir?
Vamos Unir-nos... Nos dois dias: dia 8 e dia 15 vou lá estar.
A Plataforma Sabe o Que Quer... Professores de novo em Lisboa.
http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/19939.html
Professores em Lisboa - Limites da Indignação
http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/19668.html
Educação a Caminho do Abismo - II
http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/19402.html
ESTÁ NA HORA DE UNIR... DEIXEMOS as TRICAS... ABAIXO QUAISQUER PROTAGONISMOS... A UNIÃO SUPERA O SOMATÓRIO DA ENERGIA DAS PARTES.
Sempre defendi e continuarei a defender que somos todos igualmente profissionais, como em todas as profissões (uns mais dedicados um pouco que outros, fruto das diferenças e competências individuais, uns com melhores resultados que outros frutos das contingências de origem sociocultural dos alunos e das condições de trabalho, dos meios e recursos disponíveis... mas nada mais que isso! A carreira e esta palhaçada da avaliação tem que acabar.
Quero voltar a ser apenas professor. Concorri para ser excluído como tantos outros com melhor qualificação que eu, seguramente... Mas acabei ficando como titular. Esta categoria que me deram é o motivo da minha luta.
Como disse no Congresso de uma Central Sindical: TENHO VERGONHA DE SER TITULAR! Posso até ter tido a felicidade de ter realizado um "curriculum vitae" invejável mas cheguei a Titular por não ter tido a infelicidade de ter sido forçado a faltar... Concorri mas, preferia ter ficado de fora! para publicar o meu curriculum e colocar como Título: Eu sou, para esta ministra, um incompetente. Diferentemente de muitos outros cidadãos de outrora que pertenceram à PIDE, jamais me orgulharei de ter sido um dia Titular. Por favor, vamos lutar para acabar com esta VERGONHA... TODOS, Um dia ou DOIS DIAS... Mas vamos estar TODOS lá... De preferência não nos dois dias... mas nos 3 ou 4 ou 5 dias... que forem necessários para, como os professores franceses, fazerem recuar o Governo teimoso que nos conduz para o abismo e não se dá conta que "a única forma de podermos seguir em frente, por vezes, é dar um passo atrás". Visite-nos... Porque, como disse em Lisboa, Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !
CONTEM COMIGO... DIVULGO NO MEU BLOG AS INICIATIVAS...
Vemo-nos em http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/19668.html
Até já... COMPANHEIROS e COMPANHEIRAS! JUNTOS SEREMOS MAIS FORTES.
Olá. Sou eu... Um eu como tantos outros!
Com opinião... Creio que é importante estarmos unidos defender a Carreira Única.
UM FORTE ALERTA DEIXO:
ATACAR SINDICATOS É DIVIDIR OS PROFESSORES: E ISSO, SE NÃO É MANOBRA DE MANDATÁRIOS DO GOVERNO ACABA POR DAR-LHE IMENSO
JEITO... Quando os jornalistas interrogarem o Primeiro-Mionistro basta dizer-lhes:
"Os professores não sabem o que querem... Não querem é ser avaliados... Afinal, não se entendem nem para organizar uma manifestação!"