Escola da zona centro contrata empresa para ajudar no processo de avaliação de desempenho

Inacreditável! Soubemos a partir de colegas de Coimbra, que uma escola dos arredores da cidade contratou uma empresa para realizar a avaliação de professores. Imagine-se qual é a empresa! É aquela das 96 condutas. Lembra-se? Como é que isto é possível? Segundo colegas, a tal empresa terá dado a esta escola uma lista de condutas que só os avaliadores estão a escolher, para avaliar os seus colegas. Será que isto é possível? Isto está previsto na lei? Será que só os avaliadores terão "capacidade" para escolher as condutas? Que condutas são estas? Não chegam as fichas imposta pelo ME? Quem é que paga isto? Não tarda nada estarão todos os professores a ser avaliados como trabalhadores de uma fábrica, a partir do conjunto de notas com que classificam os alunos e dos sorrisos que lançam aos seus avaliadores. Pelos vistos o negócio da avaliação está para ficar e para dar frutos a quem souber antecipar-se. E os professores não têm palavra?
MC

Comentário
Omiti o nome da escola por respeito aos professores que nela trabalham. Este email coloca uma questão importante: podem as escolas e agrupamentos fazer "outsourcing" na avaliação de desempenho dos professores? Não é ilegal contratar uma empresa para ajudar a CCAD a elaborar as fichas de avaliação de desempenho e a fazer o tratamento dos dados. O que é ilegal é atribuir a uma empresa a responsabilidade pela condução do processo de avaliação de desempenho. Penso que não será esse o caso. Atendendo à complexidade das fichas de avaliação publicitadas pela DGRHE, não me admira que haja escolas que recorram a empresas de consultadoria para concretizarem um processo que é de uma complexidade extrema. Não há ilegalidade na contratação de uma empresa para ajudar o CCAD na elaboração das fichas e na condução do processo de avaliação de desempenho. Haveria ilegalidade se a escola entregasse a uma empresa a responsabilidade pelo processo. 

10 Response to "Escola da zona centro contrata empresa para ajudar no processo de avaliação de desempenho"

  1. iSABEL says:

    É claro que não podem! É ilegal. O PCE só pode delegar nos seus vices e o coordenador só pode delegar em outros titulares do mesmo departamento. As regras podem não ser justas, mas são claras!

    ramiro says:

    Isabel! É ilegal delegar podes e competências numa empresa, mas é legal contratarem uma empresa para assessorar no processo. O que lhe parece?

    Anónimo says:

    Aqui não há delegação de poderes, a empresa apenas sugere um conjunto de condutas que depois os avaliadores irão escolher e serão estes os responsaveis pela avaliação. A empresa não tem depois nada a ver é o mesmo que se passa com a avaliação do pessoal nao docente. Agora o que poderemos questionar é se era necessário isto. No entanto foi uma maneira que o agrupamento encontrou de facilitar a vida aos docentes avaliadores. Não façam já uma novela à volta deste Conselho executivo que está a agir na melhora das intenções.

    Anónimo says:

    Desculpem os colegas , mas o CE ou é tótó ou então se contratou uma empresa para fazer algo que é da exclusiva responsabilidade do CP, está a gerir mal o dinheiro da escola.

    Além disso, não são os chamados "avaliadores" que escolhem as condutas fatais mas sim o CP.

    Já agora contratem-me a mim.....

    Está tudo louco...ou querem-nos comer por parvos.

    António

    ramiro says:

    O que é que acham disto? Concordam? OU consideram errado?

    Isabel says:

    Ramiro,
    Cabe ao CP elaborar e aprovar os instrumentos de registo, que devem ter como referenciais o PEE, o PAA e o PCT, não esquecendo que toda a avaliação deve estar contextualizada à Escola e ao meio em questão. Os instrumentos para serem validados devem ir à aprovação dos avaliados.
    Se a empresa conseguir garantir tudo isto, talvez o possa fazer. Mas, tenho dúvidas que o consiga. O que não significa que as Escolas estejam a fazer um bom trabalho, mas pelo menos estão a tentar.

    Anónimo says:

    Um dia desses, dispensam os professores e criam uma empresa de " Serviços de Docência".... Só falta isso

    Benilde says:

    Não se trata de um caso isolado de uma escola, há n escolas a aderir.
    Pelos vistos não dispensa o trabalho da escola de elaboração das fichas e dos descritores, por isso não sei para que serve.
    Já o ano passado algumas escolas adquiriram para o pessoal não docente e ... não chegou a funcionar, mesmo tendo sido paga.
    Fui convidada para uma demonstração, não percebi nada, continuo sem perceber em que é que ajuda.
    Mas que é negócio, pelos vistos é!Ao menos alguém ganha com a avaliação de desempenho... e não são os docentes!

    Anónimo says:

    pelo comentário de uma amiga...alguém que andou a dar formação aos PCEs tem uma empresa dessas...

    Anónimo says:

    Fatal, como o destino...