Depois do Portugal Diário, JN e Público, é a vez do Correio da Manhã destacar a marcha do dia 15/11
Com o título "Professores protestam a 15 de Novembro", o CM de hoje traz a seguinte notícia:
Vários movimentos de professores agendaram uma manifestação para 15 de Novembro, em Lisboa, em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho que afirmam estar a provocar "enorme cansaço e saturação" entre a classe.
"A implementação do modelo de avaliação de desempenho está a provocar um cansaço e saturação enormes entre os professores, que passam horas e horas a preencher grelhas, fichas e planos que não têm nenhuma repercussão positiva na qualidade das aulas e no processo do ensino e das aprendizagens", afirmou Octávio Gonçalves, coordenador do Movimento Promova. Segundo o professor, a concentração terá lugar às 14h00 no Marquês de Pombal, seguindo, "em princípio", para a Assembleia da República.
Comentário
Ontem à tarde, houve reunião da Plataforma Sindical. Não se conhecem as conclusões da reunião. É um presságio o silêncio dos sindicatos, sobretudo depois das infelizes declarações de Mário Nogueira ao CM de ontem, acusando os "desconhecidos" promotores da marcha do dia 15/11 de estarem a fazer o jogo do ME. Hoje há reuniões da FENPROF e da FNE com a ministra da educação. O objectivo expresso das reuniões é a discussão da proposta de alteração aos concursos. Uma proposta inaceitável para a FENPROF e para a FNE porque iria obrigar os docentes dos quadros a concorrerem a 25 agrupamentos e a 4 zonas pedagógicas em casos de horários incompletos.
Na página web da FENPROF foi colocado, ontem à noite, um texto sem referência ao ultimato ao ME. Apenas se diz que, no final da reunião de hoje com a ministra da educação, a FENPROF fará declarações ao país. A meio da página web mantém-se, no entanto, o texto em que a FENPROF afirma : ou o ME recua no projecto de diploma que altera as colocações e suspende o processo de avaliação de desempenho ou a organização promoverá grande acção de luta nacional em Novembro. Só ao fim da manhã se saberá o que é que a FENPROF quer dizer com a promoção de uma grande acção de luta nacional em Novembro. Se for outra coisa qualquer que não a marcha do dia 15/11, será apenas uma manobra divisionista que visa a desmobilização dos professores. Continuo na esperança de que a grande acção nacional de luta da FENPROF, em Novembro, seja a marcha do dia 15/11. Vamos ter de esperar até às 13:00 para saber.
Do Nogueira, não se espera nada de bom. Esperemos que ele seja corrido pelos professores sindicalizados. Entretanto, com ou sindicatos, avancemos sobre Lisboa, que o tempo urge.
Estes senhores são acéfalos e estão a cavar a sua própria sepultura. O que é que eles pensam que é um sindicato sem sócios? Para que serve? passam a representar-se a si próprios? Não percebem que estão a cavar o seu fim? Em que pensam, quando falam de uma grande marcha em Novembro? Se os professores lhes virarem as costas, fazem a marcha com quem? Do que agora fizerem resulta o seu direito ou não a continuarem a existir.
A comunicação social está a ter um papel importante na divulgação do movimento de contestação. É importante, para o sucesso da nossa luta, que consigamos fazer-lhes chegar as verdadeiras razões que nos fazem de novo sair à rua: saimos em defesa de uma escola de qualidade e rigor; pelo futuro dos meus e de todos os filhos deste país; convidamos todos os pais e alunos a juntarem-se a nós e a lutarem pelos seus direitos.
Ramiro,
"Só ao fim da manhã se saberá o que é que a FENPROF quer dizer com a promoção de uma grande acção de luta nacional em Novembro. Se for outra coisa qualquer que não a marcha do dia 15/11, será apenas uma manobra divisionista que visa a desmobilização dos professores."
Mas, ontem, o Mário Nogueira foi bem claro na posição da Fenprof relativamente ao 15 de Novembro. Foram declarações públicas. Pensadas.
Chegou, segundo notícia do C.M., a proferir declarações em nome dos "sindicatos", sobre esta questão, antes da reunião com os representantes dos restantes sindicatos pertencentes á Plataforma.
Aposto (100%) que a maioria dos sindicalistas quer o memorando do "entendimento" rasgada, etc. Quanto á FNE, naturalmente, não me pronuncio.
Já correm notícias "frescas" sobre uma possível "golpada" (...) - se me faço entender. Fontes seguras e fidedgnas,credíveis, assinadas.
Já tive acesso (...)
Ana
professora disse...
14 de Outubro de 2008 9:26
Se já ajudei a fundar um sindicato de professores, num instante ajudo, se for caso disso, a fundar um outro.
Teresa
Como o movimento para a manifestação é irreversível, temo a colagem para mais uma golpada, um aproveitamento sindical de modo a controlá-lo.
Temo que depois da manifestação os professores fiquem novamente refens dos sindicatos para outro entendimento.
desta vez o movimento não pode parar, é a nossa luta. Os sindicatos têm de nos defender e não vender-nos por meia dúzia de patacos.