Crepúsculo. Um poema do Luís Costa
A cada dia que passa,
Mais doze mestres se vão!
Resta a tísica carcaça
De um triste corpo sem raça,
Prostrado no sujo chão!
Vão-se os nobres cavaleiros,
A alma do batalhão,
Ficam os novos braceiros,
Mais pacatos, mais ordeiros,
Mais dados a sujeição.
As sentinelas rendidas
Desertam do quarteirão:
Nada fazem, estão vendidas
E assistem às partidas
De lenço branco na mão!
Vai-se o senado embora,
Sem honra nem gratidão!
Neste Portugal de agora,
Há um futuro que chora
No silêncio da Nação!
Luís Costa
Ramiro
Já coloquei o texto no blogue. Poderá,assim, resolver o problema da desformatação.
Obrigado
Concordo, mas apenas em parte.
Toda a luta que vier a ser travada não terá impacto significativo se travada à margem dos sindicatos.
Quer gostemos, quer não, são eles que nos representam e não qualquer grupo ocasional que ninguém reconhece como representante da classe docente, a começar pelo governo. Para divisão já basta o vasto número de sindicatos existente. Devo dizer que depois de mais de vinte anos como associado dum deles, na altura o único existente, deixei de o ser, precisamente por não me rever nele.
Até hoje não me inscrevi em nenhum, apesar de reconhecer a sua importância.
Por isso, vamos à luta...mas com os sindicatos.
Poéticamente, perfeito... políticamente, EXCELENTE
É um grande poema sobre o momento actual.
O poema merece ter as letras mais vsíveis.