As professoras do 1º CEB viraram agentes de vendas da Zon, TMN, Optimus e Vodafone?


Ainda não temos nenhum e já ninguém suporta ouvir falar dele!
Ontem em reunião de CD -1.º ciclo,  fomos surpreendidos por um documento com os logótipos do ME, e.escolinhas, PTE e DRELVT, com o título  Informação para os Professores e Encarregados de Educação e sem ser assinado.
O referido documento que teria chegado ao CE por via ......... além de referir a descrição do programa, adesão ao programa e.escolinhas referia ainda OS PASSOS QUE O PROFESSOR E A ESCOLA DEVEM SEGUIR:
                                        1. Informar os encarregados de educação sobre o programa e.escolinhas;
                                        2. Receber os documentos para adesão ao e.escolinhas (ficha de inscrição e termo  de responsabilidade) e facultá-los aos enc. de educação;
                                        3. Realizar a inscrição dos alunos que desejam aderir ao programano sítio da Internet do e.escolinhas;
                                                  4.Verificar a veracidade dos dados exportados para o sistema e corrigi-los caso se verifique alguma discrepância relativamente aos dados do aluno;
                                                  5.Agendar, através do sítio na Internet do programa e.escolinha, a entrega dos computadores Magalhães na escola, junto dos operadores seleccionados pelos encarregados de educação;
                                        6. Receber os computadores e distribui-los pelos alunos;
                                                  7. Realizar  esta operação o número de vezes necessárias, de acordo com a manifestação de intenção de adesão dos encarregados de educação.
E assim terminou o documento. 
                                                Somos um CD unido e dissemos NÃO. Agora são os prof's que inscrevem, verificam, agendam a entrega, com uma das quatro operadoras, recebem e distribuem os ditos? Qualquer dia até os temos que  pagar? Será que os pais dos meninos do 1.º ciclo não o saberão fazer tal como os dos restantes ciclos?
Maria.
A este propósito, leiam  a notícia publicada no JN de hoje. 

A directora Regional de Educação do Norte admitiu a existência de negociações com as operadoras de tarifários para o Magalhães. 
O portátil Magalhães não traz ligação à Internet. Para prestar esse serviço terá de ser comprado um modem e estabelecer-se contrato com uma operadora para fornecimento de Internet. Nas escolas - devido ao Plano Tecnológico de Educação - não haverá problema de cobertura, a esmagadora maioria já tem cobertura wireless (sem fios) e as que não têm, terão em breve, garante a irrequieta Margarida.
Nesse capítulo estamos em velocidade cruzeiro" - afirma ela. O problema é garantir o acesso a Internet fora do espaço escolar. E é aí que entram as Câmaras Municipais com o pagamento da factura às operadoras de Internet. Margarida Moreira garante que o ME está a negociar com as operadoras - TMN, Optimus, Vodafone e ZON - tarifários e pacotes, específicos para o Magalhães, para esses serviços.
Ontem, o presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP) insurgiu-se contra o "convite" do ME às autarquias para assegurarem o acesso à Internet. Fernando Ruas considera ser impossível para as câmaras assegurarem mais essa despesa, que no caso de um município como o de Sintra, com 16 mil alunos, poderia representar "cinco milhões de euros".
E a irrequieta Margarida, qual eficiente promotora de vendas, garante: "antes do Natal, todas as crianças da região Norte terão um Magalhães!" 
Esta enorme manobra de propaganda é digna de um Salazar, um Chavez, um Castro ou um Kim Il Sung. Não é digna de um país democrático. Os professores não são promotores de vendas da TMN, Vodafone, Optimus e Zon!

10 Response to "As professoras do 1º CEB viraram agentes de vendas da Zon, TMN, Optimus e Vodafone?"

  1. Tips says:

    Está gente não tem vergonha os professores são tratados como "sopeiras" dos EE isto é uma m***a, por isso não se admirem dos profs estarem a sair só ficam os da minha idade 46 anos que são novos para a reforma e velhos para o mercado de trabalho.

    Colegas do 1º Ciclo

    NÃO QUEIRAM SER "VENDEDORES" DE TORRADEIRAS ELECTRÓNICAS, MUITO AO ESTILO DE VALENTIM LOUREIRO, EM GONDOMAR.

    Tino says:

    Eu se fosse gestor da JP Sá Couto começava a descolar do Governo.

    Foi óptimo para a empresa a colaboração do engenheiro, para o mercado interno, e para a exportação para o outro ditador seu amigo.

    Mas o Magalhães começa a ser objecto de ridicularização devido às acções ridículas destas duas criaturas ridículas: Sócrates e Maria de Lurdes.

    Eu se fosse gestor do JP Sá Couto recomendaria muito claramente à empresa: Temos de nos afastar desta corja... A empresa tem de continuar para além da vigência deste Governo trapaceiro e não produz só Magalhães...

    Anónimo says:

    Espero que nas escolas exista, quem saiba que pode dizer NÃO!
    rita

    Anónimo says:

    Espero que nas escolas exista, quem saiba que pode dizer NÃO!
    rita

    sissa says:

    Já me tinha chegado este boato, mas ainda não vi o dito documento.
    tenho apenas 12 anos de serviço e estou seriamente a pensar sair desta carreira, pois não me sinto capaz de fazer o que manda o ME.
    Eu já fui vendedora de sapatos quando andava a tirar o curso e ganhava bem, agora vender os magalhãezitos sem comissão????!!!!

    ramiro says:

    É preciso dizer não a indignidade. Os professores não se podem resignar a serem promotores de vendas da Sá Couto e da Vodafone.

    Aqui pelo norte o mail fois assim:

    ...Os encarregados de educação, caso pretendam aderir ao programa e.escolinha, devem preencher e assinar a ficha de inscrição e entregar ao professor, declarando assim a sua intenção de adesão ao programa e delegando no professor a competência para efectuar a inscrição e acompanhar o processo...

    Tino says:

    O engenheiro dos diplomas feitos e a sua sinistra ministra devem pensar que os professores são funcionários do PS ou moços de recados do Governo.

    Esta "gente" não tem vergonha.

    Maria Antónia says:

    Alguns pais, são muitos..., da minha escola já começam a revoltar-se com a "história do Magalhães".

    Quando chegarem à conclusão que têm que gastar dinheiro, não pouco, com a instalação da internet em casa, que têm que instalar programas, para os quais não estão preparados (alguns, têm grandes dificuldades na leitura, quase que não frequentaram a escola...)a "revolta" instalar-se-á.

    Muitos já comentam que a alimentação, nas escolas, não é a melhor, que as colocações dos professores ainda não se fizeram (algumas afirmações com desconhecimento de que muitos docentes não aceitaram a colocação...), que as crianças não têm auxiliares de educação em número suficiente e com preparação para o serem, que em dias de chuva os lugares para se protegerem e brincarem na hora do intervalo, a não ser a sala de aula, quase que não existem ou não existem em quantidade suficiente...
    E chega o "Magalhães" às escolas quando o que era prioritário ainda está longe de chegar.

    Parece-me que estas "iniciativas apressadas" do ME vão ao encontro de outro meu pensamento:
    "O Magalhães é o ópio das escolas".

    Enquanto se fala dele não pensa "o povo" nas reais necessidades.