15/11: Concentrações distritais ou marcha em Lisboa? Qual a opção mais certa?

Parece não restar dúvidas de que os professores vão para a rua no dia 15 de Novembro (sábado). A única dúvida que resta é se vão optar por concentrações distritais ou por uma marcha em Lisboa. As palavras recentes de Mário Nogueira favoráveis a uma manifestação de professores até ao final do 1º período deram alento às vozes que pugnam pela intensificação da luta.
As vantagens das concentrações distritais são:
1. Permitem aquecer os motores e preparam o élan das massas para lutas mais duradouras.
2. Se tiverem fraca adesão, não será possível fazer comparações com a marcha de 8 de Março.
As vantagens de uma marcha em Lisboa são:
1. Maior impacto mediático.
2. A disponibilidade para os professores se deslocarem a Lisboa, sobretudo na zona Sul, é maior do que para deslocações às capitais de distrito, sobretudo se os sindicatos organizarem a logística dos transportes.
Há quem receie um fiasco. A sombra dos 100 mil paira sobre nós. Se os sindicatos baixarem as expectativas e afirmarem que a marcha de Lisboa será apenas a primeira de várias a realizar ao longo do ano lectivo, a comparação deixará de fazer sentido. Se a opção for Lisboa, é preciso que a opinião pública saiba que é a primeira de várias marchas e que os professores estão apenas a aquecer os motores. 
Se forem tomadas estas cautelas, estou convencido de que a opção Lisboa é melhor. Será um momento de reconciliação dos professores com os seus sindicatos. Há que evitar protagonismos estéreis. E é preciso que os sindicatos se disponham a organizar a logística. Os professores estão dispostos a pagar a deslocação.
Qual é a tua opinião? Reenvia este post por email. Divulga-o! A opção tem de ser tomada com brevidade.

59 Response to "15/11: Concentrações distritais ou marcha em Lisboa? Qual a opção mais certa?"

  1. Anónimo says:

    Acho extremamente confrangedor para a nossa carreira docente a atitude de alguns colegas que vêm aqui para demonstrar a sua colagem à política educativa deste governo.
    Quem estiver contra a realização da manifestação a 15 de Novembro é porque lhe interessa pessoalmente que a manifestação não se realize.
    Mais palavras para quê?

    Rui says:

    A marcha deve ser em Lisboa e impulsionada pelos sindicatos, embora haja professores que dizem que se forem os sindicatos a organizarem , não irão.

    ramiro says:

    Também não tenho dúvidas de que os sindicatos devem estar envolvidos, nomeadamente na logística. É altura de pôr para trás das costas as divisões e os discursos anti-sindicais. De cada vez que Valter Lemos ouve professores a baterem nos sindicatos,o coração dele rejubila.

    Lídia says:

    Sem dúvida que a concentração deverá ser em Lisboa, sem cartazes, sem bandeiras, sem gritos.Os Professores deverão dar ao país uma lição de educação.Não falem, não dêem entrevistas.Vão de preto, bem penteados, bem vestidos.

    Anónimo says:

    Soube agora na minha escola que a inscrição on-line para a avaliação vai estar disponível a partir de amanhã. Os professores terão que colocar os objectivos individuais. Temos de nos unir e não permitir que isso aconteça. Não podemos aceitar que "eles" nos dividam para reinar. Basta de humilhação! Uma anónima de Chaves!

    Anónimo says:

    "A sombra dos 100 mil paira sobre nós."

    Porquê?

    Creio que este tipo de observações, Ramiro, já pertencem a "um passado recente". Já passado. Estamos a fazer História e como tal a inventar ou reinventar outra(s) forma(s) de socialmente agirmos.

    A ME não reagiu da forma que reagir quando 100000 professores se manifestaram totalmente de acordo contra as suas políticas?
    Foi encetada uma nova forma de branquear a realidade.
    Nós (professores) também o sabemos fazer.
    E já que temos os órgãos de comunicação (televisões, jornais, rádios) a fazer propaganda, na sua maioria, contra os professores (alunos e escolas) há que regressar aos métodos de divulgação de informações e de comunicação.

    Uns comunicados ou informações nas vidraças de lojas ou em locais de leitura das pessoas, distribuição de comunicados por professores informalmente nos espaços de convívio social, que tal?
    Partindo do Net, por exemplo. É só fotocopiar. Qualquer professor o faz.

    Ana

    Anónimo says:

    Ramiro,

    Na logística? ...
    Os professores diariamente nas suas escolas tratam da "logística" de tudo. Basta divulgar na Net para se organizarem e informarem através de 1 ou 2 mails para existir coordenação.
    As manifestações do ano anterior foram praticamente os professores das escolas que trataram de quase tudo.

    Anónimo says:

    Informação:

    A APEDE já tem blogue

    www.apede.blogspot.com/

    Anónimo says:

    Temo que a ilusão de alguns colegas esteja a conduzir os professores para um abismo e um beco sem saída. Será que não compreendem que as condições que havia em Março não são as mesmas que existem agora? Abram os olhos e vejam, sem preconceitos, o que se passa à vossa volta. De outra forma, só estaremos a dar argumentos para o desastre se impor definitivamente.

    A meu ver a manif em Lisboa terá muito mais impacto. Tenho a certeza de que os 40 mil que não puderam ou não quiseram ir à manif anterior, desta vez não faltarão.
    Apesar de cada vez menos me identificar com qualquer sindicato, não faltarei à manifestação. E penso que essa deve ser a atitude de todos. Agora não podemos fraquejar!!!

    Concordo com a Lídia. Deve ser uma manifestação silenciosa. O silêncio vale mais que cem palavras.

    soledade says:

    Em Lisboa, claro. Precisamos de estar juntos. E de sarar as nossas relações com os sindicatos. Divorciarmo-nos deles serve aos nossos inimigos, não a nós. Não temos outra estrutura que nos represente ou que o governo aceite como parceiro de negociações. Em lugar de carpir, tratemos de vigiar e controlar os sindicatos. Uma maior participação democrática da nossa parte forçá-los-ia a maior transparência e rigor nas suas relações institucionais. Creio que é por aí. E as marchas não chegam. A resistência passiva tem de continuar. Ou começar a sério. Não podemos ser tão submissos, tão prontos a acatar.

    sofia says:

    Toda a gente contra os sindicatos. Ainda ninguém percebeu que 80% dos professores que estiveram nos sindicatos regressaram às escolas e os restantes vão regressar um dia. Sempre existiu essa certeza! Se os sindicatos não conseguem impedir a aplicação de todas estas medidas só mesmo devido à inflexibilidade total deste ME. Depois, já pararam para pensar que as medidas que são aplicadas aos professores, também são para os que estão nos sindicatos?

    Moriae says:

    Silêncio com os sindicatos é coisa que não joga ... também acho que as pessoas devem ir com o estado de espírito que as tem animado. Não se trata de representar mas sim mostrar.

    Ir bem vestidas? Há quem não compre roupa há anos ... é claro que compreendo a ideia, apresentação digna. Concordo naturalmente.

    E realmente o sr. Valter está todo contente e não entendo porque é que os sindicatos não tentam aproximar-se dos professores. Estão convencidos de quê?

    Não concordo com colagens a estes porque senão acontece como antes. Teremos que ouvir as palavras de força deles que em contrapartida não deixaram ninguém dos movimentos de professores subir ao palco ... O Carvalho da Silva falou falou mas os professores?

    Penso que a ser uma colaboração, ela deveria ser concertada por representantes dos professores que obviamente já não são os sindicatos.

    Eles estão habituados a gerir a máquina o que é muito importante, transportes e tal mas de resto ...

    Cumprimentos a todos,
    M.

    Moriae says:

    Peço desculpa, queria dizer:

    "Penso que a ser uma colaboração, ela deveria ser concertada por representantes dos professores - que obviamente já não são os sindicatos- e os sindicatos."

    Abraço, Ramiro

    Tino says:

    Do ponto de vista estratégico, as acções a empreender devem ir em crescendo até um ponto alto que temporalmente deve coincidir com um momento em que os objectivos visados sejam concretizados com o máximo benefício.

    Se se alcançar rapidamente o máximo possível, tudo o que vier depois terá um impacto inferior, evidenciando fraqueza.

    Aprendendo com o engenheiro Sócrates, há que multiplicar as acções, rentabilizando o efeito mediático.

    Organizar muitas acções a nível local ou regional no mesmo dia permite apenas uma notícia de todos os eventos nesse dia. É desperdício de energias.

    Penso que o professores fizeram já manifestações distritais, em datas diferentes.
    Cada um desses eventos foi notícia em dias diferentes, potenciando o efeito mediático.

    Parece-me que farão melhor fazer uma calendário de acções, aumentando a pressão e a força à medida que se aproximarem as eleições legislativas, o único móbil deste governo supostamente reformista...

    Mas melhor do que eu, dos vossos assuntos laborais sabem vocês.

    É a minha humilde opinião.

    Anónimo says:

    15 de Novembro em Lisboa e já vai tarde!
    Maria

    Moriae says:

    Tenho estado a ler os comentários do blogue do Paulo Guinote e estão lá ideias que me parecem muito interessantes, passoa transcrever de forma sucinta e apenas algumas:

    "Luís Ferreira Diz:
    Outubro 9, 2008 at 11:50 pm
    A ideia da directa a encher a 5 de Outubro de alto a baixo, durante 24 horas, é boa. Dá muito tempo. Dá muito tempo para fazer directos para as televisões, para muitas fotografias, para muitos momentos de rádio, para não serem sempre os mesmos a falar para os órgãos de comunicação social."

    "livresco Diz:
    Outubro 10, 2008 at 12:14 am

    Meus caros dia 15 de Novembro - não arredar pé de Lisboa durante 24 hs"

    "quink644 Diz:
    Outubro 10, 2008 at 12:44 am
    Há um aspecto… lembrei-me que a maior parte dos meus alunos votam… Eles estão tudo menos contentes com o Ing. sanitário…"

    Nem sei se será pouco ético estar a copiar mas preferi para não desvirtuar as palavras dos comentadores.

    Houve tb um comentário 'assustador', tem a ver com o papel dos sindicatos:
    "Professorazeca Diz:
    Outubro 9, 2008 at 11:23 pm

    Quando começarem a acontecer manifestações espontâneas por todo o lado, os sindicatos serão contactados e ser-lhes-á pedido o favor de que controlem os professores."

    Em resumo, muitas horas, alunos, pais ... Eu estarei lá ...

    Anónimo says:

    Anónimo disse...
    Atenção!!! Isto é urgente!!!
    Acabo de saber que amanhã teremos uma aplicação on-line para enviarmos os objectivos individuais. Esta é sem sombra de dúvida uma forma de nos pressionar e dividir. Cada um acede à aplicação sem que os outros o saibam. O mesmo fizeram com o concurso a titular. NÃO PODEMOS CAIR NOVAMENTE NA ARMADILHA!!!ESTAMOS A PENSAR ORGANIZAR UMA REUNIÃO DE PROFS DAS ESCOLAS DE CHAVES PARA UNIFORMIZARMOS FORMAS DE LUTA. UMA DELAS PODERÁ SER: NÃO ACEDER À APLICAÇÃO. POR FAVOR, PASSEM A PALAVRA!!!

    Anónimo says:

    Se for em Lisboa eu sugiro que os professores de Lisboa que tiverem condições para isso organizem uma lista de disponibilidade para receber os colegas que queiram ficar cá para domingo e aproveitar o fim de semana. É que nós, de Lisboa, acabamos por ficar sempre facilitados relativamente aos outros que se deslocam. Quem vem de Trás-os-Montes fará muitas horas de viagem num só dia. Era tb uma forma de aproximação e encorajamento.

    Eu penso que deve sem em Lisboa (apesar dos 2x350km que farei.

    Deve ser uma luta dirigida pelos PROFESSORES e os sindicatos nem devem ser convidados. Depois da traição não os quero lá.

    Vou no meu carro. Gasto o meu dinheiro. Luto pela MINHA profissão.

    Sei que é difícil pois a nossa classe é muito desunida e não está para chatices...

    Custa dar a cara.

    Eu vou.

    Anónimo says:

    15 de Novembro em Lisboa
    com sindicatos, movimentos, com quem quiser.
    Quanto à aplicação informática, devo dizer que hoje entregamos todos os objectivos individuais. Era hoje a data limite. Contrariados, mas entregámos.

    Anónimo says:

    "Lídia disse...
    Sem dúvida que a concentração deverá ser em Lisboa, sem cartazes, sem bandeiras, sem gritos.Os Professores deverão dar ao país uma lição de educação.Não falem, não dêem entrevistas.Vão de preto, bem penteados, bem vestidos."

    Totalmente de acordo.

    Ana

    Anónimo says:

    Claro, eu vou. E ajudo a organizar e a divulgar.

    Ana

    Anónimo says:

    Eu disponibilizo 2 quartos/ 4 pessoas para quem vier de longe.

    António

    professora says:

    Não resisto a colocar aqui este poema de Torga que roubei do Blog CAMINHANDO com o meu pedido de desculpa ao seu autor, e cada um saiba fazer seu este compromisso do poeta.

    QUANTOS SEREMOS?
    Não sei quantos seremos, mas que importa?!
    Um só que fosse, e já valia a pena.
    Aqui, no mundo, alguém que se condena
    A não ser conivente
    Na farsa do presente
    Posta em cena!

    Não podemos mudar a hora da chegada,
    Nem talvez a mais certa,
    A da partida.
    Mas podemos fazer a descoberta
    Do que presta
    E não presta
    Nesta vida.

    E o que não presta é isto, esta mentira
    Quotidiana.
    Esta comédia desumana
    E triste,
    Que cobre de soturna maldição
    A própria indignação
    Que lhe resiste.

    Miguel Torga

    ramiro says:

    Já não tenho dúvidas que a manifestação deve ser em Lisboa. É uma excelente ideia fazer a manifestação da 5 de Outubro. Entupir a 5 de Outubro durante uma tarde inteira. De luto e em silêncio. Vamos a isso? passem a palavra. Esta será apenas uma de muitas manifestações que os professores vão fazer em Lisboa até às eleições. Ninguém dá descanso ao "homem da lancheira"!

    Moriae says:

    Ramiro, count me in!

    E porque não convidar estudantes e famílias que estejam solidárias? Associações de pais, de crianças com necessidades educativas especiais ... e de luto sim porque temos razões para isso... eu tenho.

    Abraço

    Lídia says:

    Boa ideia! Convidem-se pais e alunos que estejam contra estas medidas educativas.Façamos do 15 de Novembro uma data histórica!

    FS says:

    Em Lisboa. Necessariamente com os sindicatos.
    Quem fala em capacidade logistica dos professores, ou vive em Lisboa ou está fora da realidade. Só quem esteve envolvido directamente nos acontecimentos de 8 de Março faz ideia.
    Houve localidades onde os autocarros esgotaram. É necessária alguma concertação em termos de transportes.

    Manuel says:

    Manifestação em Lisboa e já. Se os sindicalistas não quiserem queremos nós.
    Contra a política educativa da D. Mª de Lurdes e seus "capangas", contra a humilhação da classe docente.

    ramiro says:

    Quem deve convocar a manife de Lisboa? Quem deve pedir autorização? AS associações de professores? Sozinhas ou com os sindicatos?

    ramiro says:

    Passem a palavra e reenviem estes posts por email.

    RS says:

    Lá estarei...em silêncio ou a contestar..contem comigo!!

    Para marcar posição de força:
    Manifestação em Lisboa;
    Todos de preto e calados;
    Um coroa de flores fúnebre a ser depositada na Assembleia da república;
    Prefiro ir sem sindicatos, pois nos deixaram entalados;
    A APEDE pode organizar a manifestação,

    ramiro says:

    À atenção da APEDE! Amanhã, na reunião das Caldas da Rainha, pelas 10:30, devem tomar decisões sobre:
    quem convoca?
    quem pede autorização ao governo civil?
    que plataforma vai ser criada para gerir os trabalhos conducentes à marcha?

    Anónimo says:

    Eu respondo à chamada: PRESENTE (LISBOA, sou do Norte). Não, não me peçam para ir vestida de luto, quero vestir cores bem garridas, o luto já está na minha alma!

    Anónimo says:

    LISBOA, Claro!!!

    ramiro says:

    Falei hoje com vários professores de várias escolas do distrito de Santarém. Disseram-me que o entusiasmo regressou e que a maioria está disposta a ir a Lisboa no dia 15 de Novembro.

    maria says:

    Evidentemente Lisboa.
    Subscrevo o que disse Lídia, e ir bem vestido não significa roupa nova. É preciso evitar atitudes carnavalescas ou S. joaninas, como se verificou, em alguns casos em 8 de Março.
    Quanto à presença ou não de sindicatos lembro que mesmo no seu seio o acordo continua a fazer muiiita mossa e discussões.
    Os dirigentes falam, falam, falam mas não convencem nada

    Paula says:

    Dia 15 de Novembro? SIM! Até podia ser já amanhã...
    Em Lisboa? PORQUE NÃO? Irei à capital as vezes que forem necessárias...sou de Viana do Castelo.
    Com Sindicatos? CLARO QUE SIM! São nossos colegas os sindicalistas que diariamente lutam por nós.

    Eu cá para mim e achando sempre que o melhor de lisboa é o caminho para o Porto, regionalização já, voto em lisboa entupindo a 5 de Outubro, é claro.
    No entanto há que ter cuidado com isto pois deve ser bem preparado senão é um fiasco enorme e isso é descrédito.
    Vou de carro ou de comboio se não existirem alternatvas como na manif dos 100 mil.
    Há que lutar e a sério. O que está a acontecer é muito grave.
    Força colegas.

    Manifestar não chega e é esquecido.
    Proponho algo diferente. Algo que realmente possa servir os interesses da Educação em Portugal.
    Pelos Professores e Alunos.

    http://democraciaemportugal.blogspot.com

    Abraço
    Tiago Soares Carneiro

    ramiro says:

    Estou convencido de que a 5 de Outubro será pequena. Sugiro que a APEDE e outras organizações de professores, incluindo sindicatos se quiserem alinhar, organizem a marcha, nomeadamente:
    1. Pedir autorização ao Governo Civil de Lisboa.
    2. Fazer e divulgar a convocatória.
    Os professores, em cada escola, devem seleccionar um ou dois colegas para:
    a) alugarem os autocarros.
    b) aceitarem as inscrições e os pagamentos.
    Contem comigo e com outros colegas editores de blogs para divulgar.
    Estarei lá.
    Sugiro que os professores vão de negro e em silêncio.

    Moriae says:

    Ramiro,

    a sinistra ministra fará o seu melhor.

    que tal envolver pais? e algumas sessões de esclarecimento para que não venham sempre as mesmas perguntas e respostas?

    abraço,
    M.

    Anónimo says:

    "que tal envolver pais? e algumas sessões de esclarecimento para que não venham sempre as mesmas perguntas e respostas?"

    Muito bem.

    Alguns, até, poderão optar por também participarem.

    Anónimo says:

    Concordo: nada agradará mais à ministra do que a marginalização dos sindicatos e atenção: há sindicatos para todos os gostos.
    Depois, será ingenuidade pensar que uma grande marcha, como a de 8 de Março, se poderá realizar sem a máquina dos sindicatos. Vão lá, vão! Sem os sindicatos não conseguiremos juntar nem 20 mil! Depois, ri-se o Valter porque já somos muitos menos os descontentes e ri-se também porque vê isolados os sindicatos.
    Eu irei de qualquer forma mas cuidado: poderá ser o voo da águia!

    Kaos says:

    Caros amigos

    Não sou professor mas, tenho como pai apoiado a sua luta. Quando o Mário Nogueira assinou o Memorando de entendimento, salvando a ministra e a sua politica, considerei que tinha perdido todo o direito de liderar as lutas que se viessem a realizar no futuro. Discute-se agora se devem ou não utilizar o sindicato na vossa luta, mas ao fazerem-no acabam por a entregar-se de novo nas maõs dos mesmos que mataram a luta em Março. Façam a minifestação em Lisboa, o que seria preferivel se conseguissem criar uma rede de professores em cada escola que mobilizasse todos os outros, ou nas capitais de Distrito por ser de mais fácil logistica, o importante é que essas manifestações sejam contra as politicas do Ministério e contra o Memorando de entendimento impossibilitando assim que o sindicato possas voltar a assinar aquilo que não é a escolha dos professores. A luta tem de ser pela revogação do Estatuto da Caarreira docente e não em assinar uma avaliação como aquela que o sindicato vem agora defender. Os professores já uma vez foram enganados e é bom que tomem nas suas maõs a sua luta. Reunam-se nas suas escolas, tomem posições, organizem-se e juntos poderão vencer e estou certo que muitos outros se unirão a vós para defender a escola publica e a qualidade de ensino dos nossos filhos.

    Moriae says:

    Kaos,

    não queres 'postar' este comentário na Sinistra?

    É excelente ... E prefiro mil vezes caminhar com integridade pelos meus pés do que ficar com a sensação que estou parecida com aqueles que - perdoem a expressão - nos lixaram a vida (e aos nossos alunos e crianças)

    Bjos querido amigo,
    M.

    Anónimo says:

    Mais uma vez volto a alertar os colegas para o facto de que quer queiramos quer não, sem os sindicatos não conseguiremos encher a Av. da Liberdade. Não entendo a razão de os estarem constantemente a hostilizar como se fossem peste. Eles são necessários. Temos é que os trazer para o nosso lado ou, se necessário,pôrmo-nos nós ao lado deles.Afastá-los de nós e diabolizá-los foi, desde o início, a política do Ministério durante o ano transacto.Vamos lá a pensar em união e não em divisionismos qusó nos prejudicarão.Desde já vos digo que me dessindicalizei à 17 ou 18 anos. Estou à vontade para criticar os sindicatos quando tal for necessário.Também não sou militante de partido algum, mas não penso que os militantes do PC ou de outro qualquer partido tenham sarna.

    Anónimo says:

    Será que quando falam dos sindicatos se estarão sempre a referir ao M. Nogueira? Será puro anti-PC ou mpuro anticomunismo? Na plataforma não estavam representantes de 14 ou 17 sindicatos? Eram todos do PC? Será que não entendem que nos sindicatos da Fenprof estão inscritos mais de 50% dos professores? Será que não estão também a hostilizar/insultar esses professores? Como diz um cvolega atrás,o país não é só Lisboa. Sem os sindicatos podem ter a certeza de que não juntarão nem 50% dos 100mil.Deixem-se de voluntarismos irrealistas. ponham bem os pés na terra e não avancem para becos sem sa´da.

    Anónimo says:

    Os sindicatos representam os professores e não o contrário, não é verdade?

    Sigam-nos. Já o demonstrámos várias vezes no ano lectivo passado.

    Que cozinhado foi aquele do dia D e do "entendimento"!? Foi uma traição. As duas centrais sindicais (Fenprof e FNE) são simples correias de transmissão dos partidos políticos.

    Os professores lutam por eles próprios, os seus alunos e por uma sociedade melhor e mais justa.
    Ñão lhes interessa saber se o PC tem mais 2 deputados ou se o BE leva mais 1. Infelizmente, a política em Portugal não é mais do que isto!

    Isto serve as pessoas?

    Anónimo says:

    "Pois é colegas:
    Para quem não tem memória curta e ouviu a ministra dizer que os professores
    titulares eram necessários, eram professores que eram a base das nossas
    escolas, os professores com mais experiência no terreno, os k tinham muito a
    ensinar aos outros...ahahahahaha!!!!
    Essa parte nós ainda podíamos pensar que era ingenuidade da ministra
    coitada!!!
    Vive num mundo à parte...pensava que se calhar era assim...
    Mas agora o k me dizem deste concurso para titulares extraordinário???
    Vejam só quem pode concorrer...
    Vejam são as bases da escola....
    São os professores com mais experiência....só k nem sequer estão na escola
    para o provar e nem precisam,,, porque se criou um concurso especial para eles,
    coitadinhos destacados noutros sítios e que já nem sabem o k é uma escola há
    décadas....
    Que vergonha!
    E os sindicalistas que atacavam o governo? Será que vão resistir e não
    concorrer? A ver vamos!!!!
    E assim vai o país,,,,e a educação...e a motivação dos nossos professores
    é sem dúvida cada vez maior, aliás só pode ser!!!!

    DEPUTADOS A PROF. TITULAR

    Divulguem este mail para os vossos contactos

    Os deputados do PS estão contra nós, mas querem ser titulares sem
    porem os pés na escola.

    QUE VERGONHA!

    Retirado da Ordem Trabalhos hoje Ministerio da Educação / Plataforma:

    PONTO 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores
    em exercício de funções ou actividades de interesse público,
    designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao
    Parlamento Europeu,Autarcas, Dirigentes da Administração Pública,
    Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

    Agora é que não percebo nada! Mas agora já se pode 'atingir o
    topo'...
    mesmo estando 'fora' da escola?

    Todas as mudanças que o ME quis fazer não foram para acabar com
    'isso'?

    Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua
    excelência?

    Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora!

    Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas
    funções,
    no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta
    daqui para a frente? E os «tristes» que ficaram para trás?

    Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão?

    O novo 4º escalão será, provavelmente, para os

    'Professores-titulares-avaliadores'.

    Deste modo, cria um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge
    às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas
    cotas.

    Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais
    ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase
    o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto
    só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada
    e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores
    titulares.

    Esta proposta do PM é inaceitável.

    Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta
    proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!

    Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.

    Esta é das propostas mais repugnantes jamais feitas por um governo.

    Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos
    vários ministérios e há uma tentativa de oferecer aos professores
    avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular.

    *Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*:
    revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação "

    Será isto verdade?!!!

    Continuemos a luta...até à vitória final.

    Como diz o nosso hino..."CONTRA OS CANHÕES, MARCHAR, MARCHARRRRRRRR..."

    Cuidado com as campanhas de divisão da classe. eles têm sido especialistas mas mais uma vez, e duma forma mais grandiosa, vamos mostar a nossa indignação por tudo que se está a passar na educação em Portugal.

    Anónimo says:

    Caros colegas,

    Estive na preparação, há cerca de 20 anos, de uma greve muito bem delineada pelos professores e seus sindicatos que teria sido um marco na luta dos professores e á última da hora os sindicatos...descconvocaram!!! Por tal, desfiliei-me da Fenprof, embora tenha sido um dos fundadores do SPN. Entretanto tornei-me associado do Spliu (continuo a achar que é importante termos um elo que nos possa ligar como classe, seja o sindicato que fôr...mas sem fantoches)e novam,ente me senti frustrado com a assinatura do memorando. Acho que tínhamos a "bola" do nosso lado e entregámo-la passivamente ao adversário para que esta nos marcasse um "golo"!!! Aí temos a avaliação no seu total explendor neste ano lectivo, e título "experimental" como reza o memorando. Experimental como, se ele vai influenciar o nosso futuro positivamente ou negativamente? Quando escreveram isso, o que quereriam dizer? Que não conta e servirá apenas para testar os princípios? Será que os sindicatos pensam de uma maneira eo ministério de outra acerca deste assunto? Era bom ver isto eslarecido.

    Todos sabemos que este modelo de avaliação está centrado no economicismo liberal ( de rastos, neste momento para surpresa de muitos)e num modelo educativo que se centra não na aprendizagem de sabereres necessários a futuras aprendizagens mas sim para dar resposta positiva às estatisticas do Comunidade Europeia. Nós estamos a alinhar nisso, quase de uma forma passiva, não estando a perceber que estamos a "matar" mais umas gerações de alunos que não têm culpa nenhiuma e que se têm transformado nos bodes expiatórios deste grande atentado á educação que tem sido esta equipa ministerial.

    Como dizia há pouco, a minha indignação continua...mais presente e mais firme e agora...COM OU SEM SINDICATOS...vamos mais uma vez, e de uma forma ainda mais motivada mostrar que queremos que nos deixem ensinar e que deixem que os nossos alunos aprendam...porque é deles o futuro deste país. E sabemos que assim...o nosso país nunca irá a lado algum!!!

    15 DE NOVEMBRO...NOVO MARCO HISTÓRICO NA LUTA DOS PROFESSORES.

    E cuidado que dúvida é a mais mtraiçoeira quando se trata de tomar decisões firmes e muito importantes.

    DEIXEM-SE DE DÚVIDAS...PORQUE ESTE É UM MOMENTO IMPORTANTE DAS NOSSAS VIDAS PROFISSIONAIS.

    15 DE NOVEMBRO...COMECEMOS A ORGARNIZARMO-NOS.

    Anónimo says:

    A ministra é uma artista: conseguiu dividir os professres, subalternizar os sindicatos e aparecer todos os dias na televisão.
    Uma classe que rejeita os seus sindicatos - e tem 40 à escolha - é uma classe que já não o é!
    Aceitam-se líderes e porta-vozes dessa multidão de professores revoltados, sábios negociadores e condutores de massas amorfas!
    Os professores foram sempre alunos bem comportados e obedientes, se não o fossem, dificilmente tinham chegado a professores: concorreram ordeiramente a titulares, elegeram os conselhos gerais transitórios, fazem as suas grelhas, andam atarefados a recolher fotocópias a cores para os seus portfólios e, pasme-se, até pagam a sua formação.
    Ingénuos! A carreira acabou, se com meia crise, sem grande resistência, lhes congelaram os salários e a carreira, com crise inteira vão-nos prender a uma corrente.
    Essa classe lutadora nunca existiu a não ser na cabeça de meia dúzia de líricos sindicalistas!

    Anónimo says:

    Acho que é urgente uma nova manifestação e em Lisboa sim, pois a mediatização será muito maior.
    Nenhum professor pode ficar indiferente à humilhação que o ME nos tem feito.
    Acredito numa avaliação séria, compatível e eficaz, diferênciada de escola para escola (já que cada escola é uma realidade) no sentido de melhorar as práticas educativas, não neste modelo de avaliação altamente redutor, tendencioso, complexo e ecónomicista.
    VAMOS POIS POR ISSO A LISBOA.
    Creio no entanto ser necessário os sindicatos estarem envolvidos.

    reb says:

    Já está decidido: todos em lisboa no dia 15 de novembro. Os sindicatos deverão ser apenas participantes, como nós. Nada de discursos e palavras de ordem gastas e já sem sentido!
    O silêncio é muito mais poderoso!
    Tenho dúvidas em relação ao preto...prefiro o branco :)
    Seria optimo entrar em contacto com pais, especialmente os de crianças com necessidades educativas especiais que, este ano, não têm educadores esepcializados nas escolas ( faltam muitos)


    A minha dúvida tem a ver com o local ( a APEDE ´já marcou o itinerário)...mas a 5 de outubro é estreita. Alguns colegas chegarão la´..mas a maioria ficará bem longe..
    Continuo a achar que a avenida da liberdade a escoar no terreiro do paço dá mais possibilidade de estarmos juntos...

    Anónimo says:

    Sou cem por cento a favor da manifestação em Lisboa e com o apoio dos Sindicatos seria bem melhor, não seríamos acusados de manifs ilegais. Com o apoio dos pais? E porque não? Afinal os alunos que estão a ser lesados são os seus filhos... Só acho que seríamos acusados de meter os pais ao "barulho" para fazer número...
    Com pais, sem pais , com sindicatos ou sem eles TODOS A LISBOA DIA 15!!! É AGORA, NÃO PODEMOS FRAQUEJAR, VAMOS MOSTRAR À SINISTRA QUE NÃO PERDEMOS AS FORÇAS!!!!

    Anónimo says:

    Concentrações distritais e marcha em Lisboa. Nunca participei em manifestações mas desta vez não quero deixar de exprimir a minha indignação. Sou do Porto e por questões familiares é complicado ir a Lisboa.Até porque na minha escola nem sequer se fala em alugar um autocarro. O importante é sair à rua.
    E acho que este movimento é superior aos sindicatos. Se eles quiserem apoiar é lá com eles. Tal como qualquer outra organização.