O tempo de trabalho do professor tem de ser respeitado

A FNE está a conduzir uma campanha informativa sobre a necessidade de respeito pelo tempo de trabalho dos educadores e professores. O desrespeito pelas 35 horas semanais é uma consequência da aplicação de dois diplomas que os professores jamais poderão aceitar: o decreto lei 15/2008 e o decreto regulamentar 2/2008. São dois diplomas inaceitáveis porque se traduziram numa aumento insustentável dos conteúdos funcionais de natureza burocrática e que estão a impedir os professores de exercer a sua principal missão: ensinar. O artigo 35º do decreto lei 15/2007 tem de ser revogado. Os sindicatos e os professores nunca deixarão cair essa exigência.
Os conteúdos funcionais inseridos nas alíneas "e", "f", "h", "i" e "m" do artigo 35º do decreto lei 15/2007 não cabem nas funções docentes e deverão ser exercidos por outros profissionais: psicólogos, sociólogos, animadores e educadores sociais. A introdução desses novos conteúdos funcionais tem consequências gravíssimas na qualidade do ensino e teve um único propósito: reduzir a despesa com o pessoal afecto à educação.

23 Response to "O tempo de trabalho do professor tem de ser respeitado"

  1. ana says:

    e fazer limpeza e acompanhamento de meninos nos intervalos, com tanto funcionário que vai para a rua.

    ana g.

    M.isabel says:

    Anotemos as horas de trabalho;exijamos o pagamento de horas extraordinárias;fiquemos as 35h na escola e veremos no que isto dá.
    Onde cabe a família no meio disto tudo?

    Anónimo says:

    Os professores são uma classe profissional altamente qualificada que era urgente desmoralizar...Somos perigosos e os políticos elegeram-nos como inimigos.
    Esvaziaram as nossas funções de sentido, encheram-nos de papéis, grelhas e mil coisas sem sentido.Quase nos esgotam de cansaço e nos roubam as forças para o trabalho com os alunos. Digo quase, pois há sempre os sonhos que não nos roubam!
    Mas a resistência tem que ser constante!
    Neste momento estamos a trabalhar 40,50 horas por semana. O trabalho individual é feito à custa das horas roubadas à família, ao descanso...
    Onde cabem as horas das reuniões mensais do conselho pedagógico? E as reuniões de grupo? E os conselhos de turma? Descontam das 10 horas da componente individual de trabalho? E os sindicatos que dizem ?

    Anónimo says:

    É sexta feira e eu estou exausto.

    Anónimo says:

    Posso dizer que desde dia 9 de Set até hoje, já tive 9 reuniões- 2 CP, 2 reuniões dpt, 1 reunião geral, 1 reunião cursos profissionais, uma reunião de DT, 1 reunião de Conselho turma, 1 reunião pais.... Preparei 4 destas reuniões (sou Coordenadora Dpt e DT de um Curso Profissional)!!!! Algumas destas reuniões tiveram uma duração superior a 5 horas!!! Relatório disto, grelha daquilo, análise do outro..
    Além disso, tenho mais 13h de aulas que tive de dar, avaliação diagnóstica...vocês sabem... preciso de comer (de vez em quando) e de dormir algumas horas.
    Para a semana já tenho agendadas mais QUATRO reuniões (poderão aparecer mais)!!
    Sabem o que ficou para trás? A preparação das aulas para os meus alunos!!!! Não deveria ser esta a principal preocupação de qualquer professor??? Não há TEMPO. Não temos tempo de ser PROFESSORES!! Este governo não nos deixa ser PROFESSORES!
    É tempo de dizer BASTA!
    Contem as vossas" histórias" aqui ou noutro qualquer espaço!!! Temos de denunciar o que tentam fazer ao ENSINO!!!

    Desculpem o desabafo
    Francisca

    Anónimo says:

    Os professores têm de reagir ou serão completamente "cilindrados"! Se se ficarem pelas queixas não vão a lado nenhum.
    Quanto aos sindicatos, têm de ser pressionados para trabalharem em defesa e não contra quem dizem representar!

    Deixem-me dizer que o Ministério tem abusado de nós com tudo o que tem feito mas o meu maior problema somos nós próprios.

    O ME diz para fazer e eu vejo multiplicarem-se, nas escolas, por obra e graça de nós próprios as coisas que eles mandam fazer.

    Leio blogs e acho inverosímil aquilo que nalguns lugares se pede para fazer transformando a vida da escola num inferno ainda pior do que aquele que eles legislam.

    Vejo coisas que apenas servem para justificar o trabalho de outros.

    Não se justificam reuniões de 5 horas, por ex. As reuniões são de 2tempos lectivos. Findo esse período o "dono" da reunião tem que pôr à consideração a sua continuidade.

    Infelizmente somos uma classe AUTOFÁGICA por natureza

    profavaliação says:

    Maria Lisboa, como sempre um comentário muito inteligente! Colocou o dedo na ferida. Uma reunião nunca deverá durar mais de 2 horas. Para quê complicar? Por que razão há tantos colegas que falam, falam e não dizem nada? Por que razão se perde tanto tempo com as informações? Por que razão há tantos colegas que se deliciam a repetir o que os outros já disseram?
    Obrigado à Ana, M. Isabel e Francisca pelos depoimentos. É importante contar e divulgar o que se passa!

    Maria Antónia says:

    Sempre tive uma opinião muito "simples", no que diz respeito às 35 horas de trabalho dos docentes:

    Todo o docente, à semelhança de qualquer outro funcionário público ( já que assim o é considerado em muitos aspectos), deveria obrigatoriamente exercer as suas 35 horas no seu local de trabalho, que é a Escola/ Agrupamento.

    Sempre quis trabalhar 35 horas mas... na Escola/Agrupamento.

    Sempre o disse, enquanto as "conversações" com os sindicatos estavam a decorrer, e continuo a dizer.
    Grandes oportunidades foram perdidas, entre elas a exigência das 35 horas na Escola/Agrupamento.

    Continuo a pensar que se tivessemos exigido as 35 horas a serem realizadas na Escola/Agrupamento, a opinião pública não teria ficado com a ideia de que os docentes não querem trabalhar e que trabalham muito menos horas que os outros funcionários do Estado. Quer queiramos, quer não foi esta a imagem que ficou na opinião pública, há tempos atrás.

    Aqui parece-me, mais uma vez, que fomos culpados e os sindicatos, parece-me, também nada fizeram para que acontecesse: 35 horas no local de trabalho do docente.

    Parece-me que muita coisa mudaria se todos tivessemos exigido: 35 horas na Escola/Agrupamento.

    Por vezes, imagino como seria bom se, ao completar as minhas 7 horas diárias, fechasse a porta da meu "gabinete/sala" na escola/agrupamento e me dirigisse para casa sem pensar no trabalho que deixei na Escola/Agrupamento!

    Moriae says:

    As reuniões podem um tempo superior se assim for previamente estipulado. A partir daí é que qquer um pode abandonar a sala (penso que nem se é obrigado a tolerância de 30 mn) e depois ... nova reunião.
    ~Bastava cumprir-se esta coisita nas escolas todas para encravar o sistema idílico do ME mas ... não .... os coitados que têm esse tipo de atitude volta e meia nem conseguem ter acesso à acta lavrada à sua revelia porque se decidiu continuar a reunião.

    Posso provar o que digo obviamente não em nome de Moriae mas da sua autora.

    abraço, Ramiro
    Força, colegas

    Moriae says:

    leia-se ' As reuniões podem ter um tempo'

    sorry

    profavaliação says:

    Moriae!
    Obrigado. Boa sugestão. Quando é que os professores percebem que ainda têm alguma poder nas mãos? E que devem usar esse poder! Força com o blog Sinistra! Nem imaginas o bem que aquilo faz à alma dos leitores! Ninguém desiste da luta porque a luta é bonita, gera uma boa energia e dá alegria. Mas é preciso saber lutar. Lutar contra ideias falsas, argumentos errados e leis injustas.

    Anónimo says:

    Fora do tema do post (ou talvez não!), o Ramiro que me desculpe, alguém tem a indicação de sítios na net com materiais de Português para o Ensino Secundário... É que o tempo é muito escasso e estive alguns anos afastada do ensino do Português (sou do 8ºB e estive a leccionar apenas Francês nos últimos anos, agora como o Francês quase desapareceu, voltei a dar Português.
    Obrigada, desde já, e mais uma vez, as minhas desculpas ao Ramiro por estar a utilizar este espaço para este pedido.
    Francisca

    Moriae says:

    Ramiro,

    obrigada. E pela equipa toda porque um reforço teu é especial.

    Se os professores seguírem a lei cegamente podem deitar abaixo esta construção. A Lei de Bases ainda está em vigor por exemplo ... o Paulo Guinote bem que a refere sem desistir. É que, penso eu, o governo, a mexer nela, ia em desencontro aos direitos da criança, do ser humano e da pessoa com deficiência. Assim, fazem de quase 150 000 trouxas e acreditam na conivência dos pais ... pais que se demitem, que por dia falam com os filhos 20 minutos numa média favorável (ok não posso provar de repente mas devem haver estudos).
    A verdade é que não há professores qualificados suficientes para dar resposta ao número de alunos e suas necessidades (não me refiro a NEEs se bem que esse é um assunto tratado de forma leviana pelo governo).
    Se havia abandono, era por estas razões ... pelas sociais e a par, familiares e depois de sistema político educativo.
    Em Portugal faltam vozes ... Existem, mas estão por aqui, Ramiro, Paulo ... e mais! Maria Lisboa, Hurtiga, o excelente Kaos que nem é professor. Todos pessoas com enormes capacidades mas sem protagonismo suficiente. Em vez disso, lemos os 'comentecaptos' do sistema ... que até acham, alguns, que o facto de estarem a ridicularizar professores é um sinal de solidariedade ....

    Ramiro, andei meia em baixo e posso estar 'nervosa' mas uma coisa é certa, só me calo quando me:matarem, atacar a demência ou ficar agarrada a uma máquina.

    Abraço e ... :/
    Obrigada!

    profavaliação says:

    Francisca! Obrigado. Faço meu o seu apelo: quem tem conhecimento de websites com bons materiais de Português para o ensino secundário?
    Deixo aqui a sugestão. Visite o blog www.didacticadoportugues.blogspot.com

    Anónimo says:

    Maria Lisboa mais uma vez a acertar em cheio. Somos nós que inventamos trabalho (fichas grelhas, descritores, domínios, parâmetros, indicadores, escalas, métrica e outros derivados e desvarios. E se apenas nos limitássemos a colocar a cruzinha ou o numerozinho nas fichinhas tão diligentemente elaboradas pelo ministeriozinho e nos deixassemos de tretas, o resultado não seria idêntico? Sem cortes nem simplificações. Toma lá ministério as tuas belas fichinhas tão bem preenchidinhas. Só que... então, mas os titulares não têm que trabalhar? Então tem lá jeito limitarem-se a pôr a cruzinha! Isso é p'rás eleições, toca mas é a trabalhar. Reuniões de CP duas horas? O que é que os colegas iam pensar? "Então vocês já trataram de tudo? Vejam lá não nos lixem". O processo é mesmo complicado, mas, a montante há outras complicações. Nós próprios. Insisto numa ideia que tenho defendido: Tudo se complicou quando muitos colegas acharam que estavam abertas as hostilidades dentro das escolas com a pretensa "guerra" entre titulares e não titulares. A seguir vieram os mauzões dos executivos; depois os adesivos dos pedagógicos que aprovam estas malandragens; depois as CCAD; agora virão os que estão nos antigos 8º, 9º e 10º escalão, mesmo não sendo titulares (ganham mais não é?); depois os traidores nomeados em comissão de serviço... e há-de chegar aos contratados. Enquanto não resolvermos isto entre nós, enquanto não mudarmos de ATITUDE, não chegamos lá... onde quer que isso fique.
    Cumprimentos especiais, pelas razões conhecidas, à Moriae.
    motta

    Moriae says:

    Motta! Eu estou bem agora! A sério!!!! Não vou deixar é que o sistema me faça mais mal, apenas isso. Como ainda tenho tratamentos, não posso trabalhar devidamente (enfim, com outra política podia e era maravilhoso).

    Estou bem! mais apêndice menos apêndice .... interessa estarmos vivos, com força e de cabeça erguida :)

    abraço,
    M.

    profavaliação says:

    Moriae! Obrigado pelas tuas palavras! São sempre um incentivo. Eu sei que coragem não te falta.
    Motta! Obrigado pelo comentário. À semelhança do comentário da Maria Antónia, sugestões bem interessantes e inteligentes. Vamos mas é descomplicar isto, ok?

    Quanto a reuniões já fiz duas experiências:

    1 - por duas vezes em reuniões de CP fiz actas em que integrei tudo o que foi dito, inclusié as conversas paralelas (isto já foi há muitos anos - acho que agora já não seria capaz de apanhar tudo).

    Quando li a acta ficou tudo horrorizado!
    - "ah! isso não era para a acta; ah" isso não era da ordem de trabalhos"
    - "foi dito ou não foi dito?"
    - foi...
    - então fica em acta!

    Depois da 2ª vez, o tempo de demora das reuniões diminui
    drasticamente para metade, tendo aumentado substancialmente o resultado do trabalho;

    2 - também, por 2 vezes, não tendo sido posta a questão de se se podia continuar m,ais um pouco e estabelecido um prazo limite para o fim da reunião, fui-me embora já que os assuntos já tinham derivado há muito e sobre o que se devia fazer ninguém queria falar. Foi remédio santo. Essas também começaram a diminuir em tempo e a ser mais produtivas.

    Já agora vejam esta maravilha de ficha e digam-me se não somops nós próprios que nos enterramos!

    http://www.scribd.com/doc/2089038/Avaliacao-pelo-PRESIDENTE-DO-CD-Escola-Lousada?from_email_04_friend_send=1

    Maria Antónia says:

    Maria Lisboa

    Só questiono:

    1- Será que o presidente daquela escola não exerce outras funções?

    É que se tiver a mesma atitude em relação às restantes, não fará outra coisa a não ser registos.

    2- Como será a avaliação feita pelos outros elementos (avaliadores e avaliados)?

    Terão os docentes da escola referida, após um trabalho tão completo mas tão exaustivo, capacidade para planificarem o seu dia a dia, imaginarem novas estratégias e actividades para que o desempenho dos seus alunos caminhe na direcção do sucesso?

    Parece-me que nem o próprio ME, alguma vez pensou, que as escolas/agrupamentos conseguissem ser ainda mais complicados que o próprio "inventor" deste modelo.

    Haja bom senso!
    Haja sanidade mental!

    Porque nem o SIADAP é tão "completo" e complexo!

    profavaliação says:

    Obrigado Maria Lisboa. Sempre em cheio!

    Três achegas
    ACHEGA UM
    Marcar reuniões implica marcar a hora de começo E DE FIM! Cumprir horários é uma factor de respeito mútuo, não de obediência...

    Há uma fantasia geral sobre o trabalho colectivo, a de que tal só acontece se as pessoas envolvidas estiverem em reunião pemanente. O que muitas vezes se associa a uma organização das reuniões como soma de recados de quem "pode" ou manda para quem "deve" e... obedece! Uma organização diferente, que valorize a participação, passa por outros modos de fazer (desenhos construtivistas, interactivos, partilha e gestão de confiança mútua), não por aumentar o massacre do mesmo modelo hierárquico.

    ACHEGA DOIS
    Há reuniões e reuniões. Se as pessoas se juntam para ouvir recados (reunir para alguém transmitir), 2 horas até pode ser demais, e a função cumpre-se melhor com comunicados escritos.
    Se há possibilidade de esclarecimentos, dúvidas, etc, 2 horas é o limite de atenção de qualquer mortal.
    Se a reunião se destina a funcionar como assembleia que toma decisões, 2 h é o limite de cansaço e lucidez - o melhor é fragmentar os encontros, e deixar para outra reunião parte da OT.
    Fazemos muitas reuniões na escola mas nem sempre parámos para pensar como devemos organizar-nos para que
    1. sirvam para alguma coisa
    2. caibam dentro do tempo de trabalho que nos pagam - a verdade é que durante muito tempo nem disto falámos (o tema era horário lectivo/salário por inteiro); a verdade é que para muitos a aflição agora é outra (emprego/desemprego), mas ninguém disse que era fácil...

    ACHEGA TRÊS
    Quanto às 35 h, garantir o tempo livre pessoal é um desafio cívico que ultrapassa a vontade de cada um,mas em que todos devemos ser mais activos.Com firmeza mas também com equilíbrio. Não somos máquinas, nem como tal devemos querer ser tratados, mas há que inventar formas de disciplinar o tempo e prevenir desgastes afinal fatais não só em temos de vida pessoal como em termos de qualidade do que se produz na escola.
    É uma tarefa um bocado contra a corrente, mas vale a pena. Neste país marcado pela tripla tarefa das mulheres, não nos educámos nem educamos para gerir o tempo.

    Cumprir as 35 h, e não mais que isso, é uma batalha importante, mas não é fácil, tal como não o é assegurar que o nº de alunos por turma e por professor garante a qualidade da aprendizagem de cada um.
    As horas reconhecidas para trabalho individual autónomo deveriam poder ser cumpridas na escola (gabinetes, ou espaços equipados e reservados a este trabalho, a fazer a solo ou em pares, absolutamente necessários - mas o programa das escolas durante muito e muito tempo reduzia-se ao nº de salas de aula, e basta!)
    Poder ser cumpridas aí, mas também fora daí, pois sem flexibilidade pouco se cria...

    Ergonomia no trabalho, precisa-se. Exigência de condições de trabalho - por exemplo, pessoal não docente adequado, espaços físicos dignos, regras de higiene e segurança - demasiadas horas de trabalho + ausência de pausas=doenças...
    Luta contra as (novas?) formas de escravidão, passa por actos e atitudes, carece de pensamento e reflexão. Como este, aqui no Profavaliação, que saúdo!
    Que diabo, somos uma profissão supostamente com recursos de conhecimento, intelectualmente prepararada.
    E devemos fazer higiene mental - ninguém é perfeito, nem nós, por mais ardor que tenhamos nesta e noutras questões...

    Hoje é sábado, escrevo no meu tempo e não no que o empregador me paga. Por gosto! Encaro estes momentos como um tempo cívico, em que afiamos os saberes para agir melhor. Na escola e em toda a parte.

    Maria Antónia says:

    Maria Vitorino

    As suas achegas vão ao encontro do que penso mas permita-me que dê a quarta achega uma vez que no ambiente que me rodeia, não conheço nenhum funcionário do Estado, nem do privado que que carregue o seu trabalho para fora do seu "gabinete, ou espaço equipado e reservado a este trabalho, a fazer a solo ou em pares, absolutamente necessários".

    AGHEGA QUATRO:

    O trabalho individual dos professores deverá ser realizado no seu local de trabalho, porque assim tornar-se-á maior a "exigência de condições de trabalho - por exemplo, pessoal não docente adequado, espaços físicos dignos, regras de higiene e segurança".

    Reconheço que este aspecto (trabalho individual) no local de trabalho não faz eco no pensamento de muitos docentes, também reconheço que muito cansaço advém do horário que muitos docentes praticam: demasiado carregado em 4 dias e um dia livre (se bem que me dizem que esse dia é reservado para a componente individual não lectiva).

    Questiono:
    Qual a componente que se reveste de maior esforço, estratégias, atenção (apesar de todas possuirem o seu factor de exigência)?
    Quanto a mim a que mais me desgasta é a componente lectiva ( 5 horas diárias é já demasiado quanto mais 6 ou mais, como observo em certos horários).

    Acontece que o dia livre, no horário de certos professores (principalmente os mais velhos na carreira) é já uma "instituição" e seria difícil abdicarem deste "direito" que muitos CE lhes conferiram/conferem.