Com o Novas Oportunidades já se entra em Medicina


Clique em cima da imagem para alargar. Não, não está a ler mal. É mesmo verdade. É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal prograna tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária. Desta forma, o Governo manda uma mensagem a todos os jovens portugueses: não é preciso estudar Biologia nem Química para entrar em Medicina. Nem é preciso frequentar o ensino secundário durante 3 anos. Bastam 6 meses no Nova Oportunidades. E a Ordem dos Médicos fica calada? Está revoltado? Não vale a pena revoltar-se. Não queira ser apelidado de "pessimista de serviço"!
Já se sabia que o Nova Oportunidades está a dar diplomas do ensino secundário à velocidade da luz. Ficamos agora a saber que há quem veja nele o caminho mais curto para ser médico. Já tinhamos engenheiros civis sem Matemática e Física do secundário, economistas sem Matemática e linguistas sem Latim. Agora passamos a ter médicos que tiraram o 12º ano em 6 meses. Estudar Biologia? Para quê? Química? Não é preciso! Matemática? É chato!

78 Response to "Com o Novas Oportunidades já se entra em Medicina"

  1. quark says:

    Estou chocado.
    Duas das minhas alunas do ano passado eram brilhantes e não entraram em medicina porque só tinham 18 de média ...
    Nem consigo tecer qualquer comentário.

    Anónimo says:

    " E não se pode exterminá-los?"
    motta

    Bea says:

    eu nem posso crer!!!?

    profavaliação says:

    Uma filha de um amigo ficou com 18 de média e não conseguiu entrar para Medicina porque só concorreu para Lisboa, Porto e Coimbra. O que se está a passar neste país é um crime contra a inteligência. Outro filho de outro amigo meu entrou para Medicina o ano passado com média de 13 valores porque fazia natação num clube da área de Santarém. Era um péssimo aluno a Biologia: teve 10,5 valores no exame.

    Anónimo says:

    Pois eu estou mais chocada com a minha falta de admiração...
    Maria

    Maria Antónia says:

    A ser verdade o que leio, duvido que este atleta consiga acompanhar as matérias ministradas no Curso de Medicina.
    Conheço vários jovens, alunos de 19 e de 18 valores, que frequentam a faculdade de medicina e comentam que não é nada fácil, a exigência é elevadissima, as depressões são muitas e, por vezes, só não desistem porque seria uma "vergonha" (alguns são muito orgulhosos e não querem revelar os seus pontos fracos).

    Ramiro,

    o estatuto de alta competição não é dado a quem pratica desporto apenas num clube.

    Tem que se estar no percurso de alta competição com provas dadas internacionalmente e ser-se convocado para estágios da selecção nacional, pelo menos no último ano. Para além disso tem que ser proposto pela respectiva federação ao instituto de desporto de Portugal que tem que validar esse estatuto.

    As entradas, na universidade, para estes alunos, são extra numerus clausus.

    Uma das minhas filhas é atleta de alta competição. Na altura da entrada para a faculdade não queria utilizar o estatuto (argumentava que tinha nota mais do que suficiente para entrar para o curso que pretendia fazer e não queria que considerassem que tinha passado à frente dos outros).

    Insisti com ela para que entrasse ao abrigo do estatuto porque desta forma não ocupava uma vaga que poderia ser aproveitada por outro aluno, o que ela acabou por fazer um pouco contrariada.

    Neste momento é nossa colega. Este ano não teve um único dia de férias (à semelhança de quase todos os anos desde que tinha 14 anos e começou a ser seleccionada).
    Regressou dos europeus no dia 7 de Setembro e no dia 8 estava a trabalhar.

    Referi isto porque ninguém parece perceber algumas "facilidades" dadas a estes atletas.

    PS: esta de isto ser extensivo às novas oportunidades é que já é de duvidosa aceitação; ajudar quem trabalha, fazendo um esforço extra nos seus fins de dia e fins de semana, para manter uma qualificação desportiva acima da média e gasta as suas férias para se preparar e representar o país é uma coisa... facilitar a vida a quem o faz através de "atalhos" é outra coisa...

    Pois says:

    O nosso "Primeiro" é o farol das Novas Oportunidades!...
    E tem à volta lenha para o alimentar...

    Mas isto ainda não bateu no fundo! É sempre possível escavar mais um bocadito!...

    Não fosse ele próprio uma "nova oportunidade" em acção!

    profavaliação says:

    Maria Lisboa!
    Obrigado pelo esclarecimento. Uma coisa é fazer o 12º ano, submeter-se a exames, ter provas de ingresso, ser atleta de alta competição e entrar numa vaga para atletas de alta competição; outra é entrar com um 12º ano feito em 6 meses no Nova Oportunidades.

    RS says:

    Lema do Sócrates:

    "To space and beyond!!"

    Anónimo says:

    Façam passar na SIC ou TVI!

    JAS says:

    Vou tecer alguns comentários,sem, no entanto, me centrar na credibilização do processo RVCC. Esta credibilização depende, também e sobretudo, das equipas dos CNO.
    Sobre o acesso ao ensino superior através das Novas Oportunidades, convém referir:
    - os adultos que concluem o processo RVCC (secundário ou básico) não possuem média final de curso;
    - para aceder ao ensino superior (por um processo normal!), os adultos ou realizam os exames "mais de 23 anos" ou, então, os exames específicos do 12º ano de acesso aos cursos pretendidos;
    - só desta forma os adultos passam a ter uma média final de conclusão de ensino secundário que lhes permite aceder ao ensino superior.

    profavaliação says:

    Jas!
    Está a esquecer-se das vagas especiais para atletas de alta competição. Penso que será esse o caso retratado na notícia.

    Meus amigos:

    A este ritmo os jovens não necessitarão sequer inscrever-se em quiasquer novas oportunidades. Os diplomas ser-lhes-ao levados a casa pessoalmente e nas condições que entenderem por escravo que em tempos foi professor. Se não quiserem ter contacto com essa espécie ser-lhes-á o diploma de licenciatura enviado por SMS, ou deixado em qualquer concerto ou discoteca que lhe convenha. A única coisa que os jovens vão termesmo que saber é em que juventude partidária se devem inscrever para serem políticos pois deve ser a única tarefa bem remunerada a que alguma vez terão acesso

    Fa says:

    Não estou minimamente preocupada com esta situação por dois motivos:
    Primeiro: há pouco tempo o Bastonário da Ordem dos médicos afirmou que grande parte dos alunos que entravam em medicina abandonava o curso e apelava a uma nova forma de selecção dos candidatos.
    Segundo: estou convencida que este atleta depressa abandonárá o curso mas, se porventura não o fizer, vejamo-lo como um caso de sucesso. Aí teremos que repensar o que se aprende no secundário.
    Sigamos o seu percurso.

    fa says:

    Convite à reflexão

    "Prova de acesso para medicina deve mudar



    elsa costa e silva Arquivo DN-Natacha Cardoso

    mudanças. Provas devem traduzir conhecimentos integrados

    O método de acesso aos cursos de medicina deve ser repensado. O alerta surge dos responsáveis pelas licenciaturas, que defendem um novo tipo de exame. Aliás, em Portugal já foi testada uma prova diferente, mas obteve resultados tão maus que "assustaram" os políticos e o modelo foi posto de lado. Injustiça na seriação, deixar os mais vocacionados de fora e altas taxas de insucesso durante a licenciatura são algumas das questões que se levantam, após mais um ano em que as médias de entrada no Ensino Superior voltam a subir.

    As notas altas reflectem um interesse crescente pela licenciatura em Medicina. António Sousa Pereira, presidente do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), afirma que as notas superiores a 18 significam apenas uma seriação entre os melhores e o facto de não haver vagas suficientes para a procura. Mas, lembra, "se a média fosse 14, quem ficasse a uma décima, estaria tão frustrado como quem ficou a uma décima do 18,30".

    Também Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos (OM), afirma que as médias de acesso elevadas "dependem da grande procura do curso, que é normal quando se sabe que há falta de médicos em Portugal, e sobretudo numa situação de desemprego como tem o País".

    Contudo, o facto de não haver falta de candidatos para o curso não significa que o método de seriação seja correcto. "Tenho a convicção que não é inteiramente justo", afirma António Sousa Pereira. Confrontado com os alunos que entram no curso, explica que, "nem todos correspondem ao padrão que esperamos, dadas as provas que prestaram para entrar, e apresentam altíssimas taxas de insucesso". E, se alguns encontram o seu caminho, outros não, o que deixa a sensação "que outros mais vocacionados terão ficado de fora".

    Assim, defende, "é um assunto que precisa de ser muito estudado". Pedro Nunes também lembra que a OM propõe um novo modelo de acesso à licenciatura em medicina, que envolva conhecimentos integrados e que já foi testado. "Os resultados foram muito baixos e o poder político assustou-se, apesar da prova ter sido realizada de forma voluntária pelos alunos e sem qualquer efeito na nota de entrada", explica Sérgio Machado dos Santos, presidente da Comissão Instaladora da Escola de Ciências da Saúde, da Universidade do Minho.

    Contudo, para o presidente do ICBAS, o facto de se terem registado maus resultados foi "positivo". Porque "demonstrou que tínhamos razão", que algo precisa de ser mudado no exame de acesso. "O mais importante não é a quantidade factual de conhecimento que têm os alunos, mas sim a sua capacidade de integrar os conhecimentos a partir de várias fontes, aplicando-se a problemas concretos", explica Silva Pereira.

    Esse é também o modelo defendido por Sérgio Machado dos Santos, segundo o qual "é preciso evoluir para um teste de capacidades mais integradas, que permita relacionados conhecimentos". Esse é o modelo usado dos Estados Unidos, à frente do qual esteve um português e quem "se poderia ir buscar experiência", diz António da Silva Pereira. Mas, ressalva, "nada disto muda o drama de termos mais candidatos ao curso que o número de vagas"."
    19/09/05

    Anónimo says:

    Só gostaria de deixar aqui bem evidente que me sinto ultrajada com notícias desta natureza.
    Tenho 22 anos e acabo de concluir o mestrado integrado em ciências farmacêuticas pela faculdade de farmácia da universidade do Porto. Uma pessoa como eu, anda 17 anos da sua vida a estudar, a fazer sacrifícios, a deixar de se divertir com os amigos em várias ocasiões para se aplicar nos estudos de forma a conseguir atingir um patamar que assegure pelo menos um emprego decente. E agora vejo aquelas pessoas que sempre me acompanharam pela vida escolar fora, e que não estudavam porque era uma chatice e porque divertir-se era muito mais interessante, a irem a uma coisa que nem posso chamar de aulas, só marcar presença, fazer uns "testes" e uns "trabalhos" por mail, passarem todas as santas noites e tardes no café, e ao fim de uns meses terem o 12º ano completo? Eu acabei o 12º ano com média de 17,5 valores, sempre devido a trabalho árduo, sempre a frequentar escolas do ensino oficial. E agora vêm estes senhores do governo com facilitismos a torto e a direito só porque as estatisticas do país são uma vergonha...
    Isto é um ultraje à inteligência dos poucos que ainda se esforçam...
    Revolta-me e envergonha-me viver num país assim...
    Só gostaria de perguntar aos senhores do governo o que é que o país vai fazer com esta cambada de burros que apenas têm um papel a dizer que, sim senhor, são pessoas óptimas e muito capazes porque acabaram o 12º ano. Só um país pequeno e curto de ideias como o nosso pode pensar e realmente pôr em prática que um título ou um estatuto faz as capacidades das pessoas. Vamos continuar a ser um país de burros, de preguiçosos e de charlatões, dos quais de vez em quando surge uma minoria de pessoas realmente capazes, mas que rapidamente abandonam o país para irem para países decentes. Este país é o titanic: muito luxo, muita aparencia, mas no fim morrem todos afundados!

    Anónimo says:

    O Pedro Póvoa não entrou em medicina, entrou em Psicologia na Universidade do Minho. Acho que vai acabar o curso. Da geração dele já provou que era um dos melhores 8 do mundo na disciplina desportiva dele. Já se esforçou muito e é persistente, penso que vai ter sucesso e merece admiração e apoio para acabar o curso e olhar para alguém que pode ver a Psicologia do Desporto de uma forma mais competente e vivenciada.



    Mas se entrasse em Medicina não sei qual era a indignação!!!, é para isso que servem as novas oportunidades. Ele de qualquer maneira nunca entraria em Medicina de forma normal, é um miúdo da Ribeira do Porto, estava condenado à nascença… quantos nascem em Portugal em locais como a Ribeira e entram em medicina?



    Para medicina só entram miúdos e miúdas de médio e alto estrato social, com pais instruídos ou ricos, que podem pagar muitas vezes explicações, etc., etc., Mesmo as oportunidades de acesso ao Ensino Superior ainda não são reais para todos, não é só em Medicina, perdem-se muitos talentos. Somos um país atrasado.



    Alem disso, ninguém ainda provou que o curso de medicina é mais difícil que qualquer outro!, tem a média mais elevada, mas é uma questão de relação de oferta e procura, daí as médias serem altas! Será que os que entram para medicina têm todos vocação? temos bons médicos em Portugal? são melhores que o Químicos, que os físicos? que os Professores de Educação Física? A nível global, a pessoa mais mediática até será o Mourinho, que é Professor de Educação Física!



    Vamos ver,…, se todos olhássemos da mesma forma para este problema, provavelmente o Einstein teria sido um anónimo, e afinal era brilhante!!! E se o tivessem ignorado? como alguns dos seus professores tentaram fazer…



    E (como já alguém comentou) se o Pedro Póvoa acabar o curso e for um aluno Brilhante? Vamos afinal condenar o Ensino Regular e os seus Professores?, também acho que não!, cada caso é um caso.

    Anónimo says:

    estamos a criar um país de excelencia...na mediocridade, sem valores, sem regras....vale tudo...até tirar olhos! ser-se honesto, ter-se valores é como se diz no Porto igual a ser-se morcão!!!!

    Anónimo says:

    Como foi já referido, a conclusao do 12º ano pelas Novas Oportunidades não permite o acesso à Universidade. O "adulto" em questao teve de efectuar os exames nacionais ou entrar pelo processo M23. Já agora, aproveito para referir que quase todos os paises da UE certificam competencias, mas não em tal dimensao como o nosso governo implementou, fazem-no a nivel local como acontecia ate agora no nosso pais (a certificaçao de competencias não é uma novidade, apenas o seu alargamento a nivel nacional e às escolas publicas o é). Alguns paises ate certificam carteiras profissionais, tal como a França, se o candidato provar possuir todas as competencias e conhecimentos para exercer a profissao a que se candidata. Mais, alguns paises preparam-se para certificar licenciaturas por um processo semelhante. Quem nao teve a oportunidade de estudar e tem conhecimentos e competencias ricas merece ter um certificado! Porque não?

    Parece-me bem, todas as pessoas devem ter oportunidades para estudar, não é necessário ir para uma escola secundária para se conseguir competências para entrar na faculdade. Muitos o conseguiram assim. Tive um colega na universidade, aposentado da função pública, com o nono ano entrou nos exames para a universidade e era o melhor aluno do curso, uma pessoa com uma cultura excepcional e com capacidades fantásticas.Além do mais ele não tirou vaga a ninguém, pois existe um conjunto de vagas para o ensino superior para situações destas e outras (sempre existiu). Esta atitude é muito reaccionária e conservadora da vossa parte. Uma sociedade democrática deve permitir uma diversidade de oportunidades que muitas vezes a escola não permite (sabem do que estou a falar).

    Anónimo says:

    Porreiro pá!!!

    Anónimo says:

    Um aposentado que queira tirar um curso, isso entendo! Uma pessoa que segue os estudos normalmente e tem em paralelo um desporto de alta competição, também entendo as condições especiais! Um deficiente, também! Mas agora um/uma das Novas Oportunidades?! Estão a gozar com quem trabalha, não?! Dar chances, sim, mas a tirar curso superior em ter bases?! Não entedo.

    Evelyn says:

    Infelizmente a incompetência prevalece neste sistema governado por pessoas que não demonstram o prazer de aprender mas sim de passar atestados de estupidez aos competentes. Há que dizer um basta e para isso solidarizo-me com o MMS - Movimento de Mérito e Sociedade, novo partido em que o seu conceito reside numa sociedade de qualidade, de mérito e de reconhecimento, de dinamismo intelectual junto dos jovens com um acompanhamento para a entrada no mercado profissional. Contactem-me para vos expor das orientações politicas, económicas e sociais que o MMS tem. Um projecto de todos nós portugueses para pormos fim aos atestados de estupidez aos competentes como nós.
    evelyn.houard@mudarportugal.org

    Joana says:

    e o caríssimo conhece o processo de RVCC nível secundário? então cale-se! Conseguiria terminar, com sucesso, pois então, esse mesmo processo? Validando todos os critérios mínimos de evidência?hum... Duvido mesmo. Certamente, não publicará esta postagem, mas pode ser que se interesse por conhecer afincadamente o processo de RVCC nível secundário, já que só devemos criticar e injuriar, conhecendo aquilo de que falamos. Já agora, se esse atleta entrou em Medicina, é porque tem competências para tal, já os racalcados apenas emitem críticas (escárnio e maldizer...). um bem-haja!

    Anónimo says:

    Acho bem, estou a pensar sériamente inscrever-me no Novas Opurtunidades. Quem sabe um dia serei Surgiam , desculpem sou um pouco inculto, mas nasci em Berço de Ouro. Surgiam = Médico Operador...........

    Catarina says:

    Para que é que andamos nós a queimar pestanas para ter altas médias se depois vêm estes com estatuto de alta competição e passam a frente de toda a gente sem sequer terem uma noção de biologia ou quimica!!!!
    É uma injustiça mas, emfim, estamos em Portugal.

    Jesus M. Vidinha says:

    Avaliar as virtudes ou os defeitos de uma politica, qualquer que ela seja, por um caso é excessivo. É o risco que se corre quando se generaliza. Este tipo de análise não deixa, por isso, de por a nu a falta de argumentos para sustentar a crítica.

    JF says:

    Concordo plenamente com o ingresso no curso de medicina com a validação do Nível Secundário pelo Processo RVCC, ou por outro qualquer meio de certificação. Acho é muito injusto não existir também numeros clausus para tetraplégicos cegos acéfalos com mongolismo. É uma verdadeira discriminação! Conheço alguns casos, que tenho a certeza fariam inveja a muitos elementos da classe médica portuguesa. Passar bem.

    Carina says:

    De facto está-se a cometer novamente o erro que se cometeu há alguns anos atrás na Educação de Adultos… querer certificar adultos à velocidade da luz para passarmos para o exterior a imagem de que temos uma população qualificada.
    O problema aqui não está no programa das Novas Oportunidades, no qual trabalho e acredito porque também tenho a felicidade de trabalhar numa entidade que coloca a qualidade da formação acima de tudo, mas sim nas directrizes que vêm de cima e na forma de trabalhar das equipas dos CNO.
    No entanto, quando se tecem comentários sobre as Novas Oportunidades, todos eles requerem um certo conhecimento de causa, sendo também fundamental conhecer os objectivos deste programa e a filosofia que o sustenta.
    No caso do atleta, ele não está a tirar o lugar a nenhuma aluna brilhante que terminou agora o 12º ano de escolaridade, pois caso não saibam, mesmo que o nosso atleta tivesse concluído o 12º ano por uma via normal, ele teria sempre uma vaga especial, apenas por ser atleta de alta competição. Os candidatos que obtêm a classificação de nível secundário através do programa das Novas Oportunidades não podem sequer concorrer pela via normal, concorrendo às vagas destinadas aos maiores de 23.

    berny says:

    Infelizmente não há alternativa nem esperança para mandar este des(governo) às ortigas...
    Então é assim...todos os votos são bons, desde que não votem neles meus caros.
    Peço desculpa aos profs em particular, e aos portugueses em geral por ter votado neles.
    Desculpa?!!!...Afinal a democracia é isto, que 2009 chegue depressa. Mas cuidado vem aí o rebuçado.

    Anónimo says:

    Não entendo o porquê do choque com a noticia! Na verdade eu fui uma aluna dita "normal" no secundário e fiz a licenciatura a trabalhar. Tenho uma irmã que está a fazer o 12º por este sistema e posso-vos garantir que exigem muito. Para entrar numa Universidade ela vai ter que fazer os exames. Não percebo o porquê do espanto... Será que os alunos ditos normais são mais capazes? Porque não dar a oportunidade a quem não teve, na altura devida, a oportunidade de estudar mais? Depois... quem tiver dedos que toque guitarra!

    Anónimo says:

    entrar entrou... mas não sai de lá.... e também não está a tirar o lugar a ninguém que lutou mto para entrar em medicina e só teve média de 18, porque quem recorre ao estatuto de atleta de alta competição concorre com outros atletas por um lugar extra, que foi criado para eles, pq se sabe que eles nunca vão sair da faculdade com o canudo. Por isso também a ordem dos médicos não se queixa.. Não lhes estraga as tão bem defendidas quotas! Informem-se antes de se chocarem tanto porque as coisas raramente são aquilo que vos querem fazer parecer.

    Índio says:

    Na má formação Sócrates não quer estar só

    Anónimo says:

    Se em seis meses tiram o 12º devem ser na realidade "gurus" em medias pois o 10 e 11º não foram mencionados. Por outro lado a alta competição, ou o ser excelente neste capitulo não assegura uma competencia e conhecimentos adequiridos pelos alunos ditos "normais" ou serão aqueles QI 200?

    Que é injusto é e não falo nas vagas falo antes no conhecimento exigido e efectivo para se aceder a uma Faculdade e Medicina minimamente preparado para tal. Será que eles estão? DUVIDO

    Anónimo says:

    Estou chocado...
    Não com a entrada de um aluno em medicina mas pela falte de rigor que vai por este blog.
    A pessoa em causa, para informação de todos, entrou para a universidade para o curso de psicologia. Só aproveitou, a luz de um programa do "nosso" governo, e digo "nosso" porque muitos dos que agora falam, na altura de votar também e ajudaram para que isto acontecesse.
    Gostava que antes de falar e opinar sobre este assunto, investigassem e ficassem a par do que um atleta como o Pedro Povoa teve de passar para poder chegar onde chegou e com o esforço dele ande a representar todos os portugueses.
    Preocupem-se com assuntos bem mais importantes.

    maria says:

    porque não se ignora todo o percurso anterior do aluno e se submetem todos os candidatos a um determinado curso, a um exame de acesso decisivo, que fizesse uma seriação dos candidatos que entrariam com a classificação desse exame , como acontece noutros países e se acaba de vez com a inflação das notas do secundário ou outra qualquer formação anterior à universidade?

    Entendi o que Maria Lisboa esclareceu.
    E estou de acordo, em absoluto, com o profavaliação no seu comentário de 18 de Setº, 08,11'.
    O grande mal não se encontra só nesta questão particular.
    O erro é de base: Passar tudo para este portugalzito atingir um índice de aproveitamento elevado.
    É o facilitismo generalizado que me repugna enquanto cidadão que paga os impostos!

    Anónimo says:

    Estou completamente abismado com este tipo de situação!!
    Não retiro o mérito de ser atleta de alta competição ao Sr Pedro Póvoa, de ser um dos melhores ou o melhor a nível nacional na arte marcial que pratica, mas condeno a forma fácil e desprezista como se atribuem "competências" actualmente.

    Alguém me pode explicar onde este Sr desenvolveu o espírito cientifico necessário á profissão?

    O que é q este Sr entende de biologia? De química? de física? As bases nucleares da profissão que pretende? Onde aprendeu o básico da fisiologia?

    O conhecimento não se adquire por "osmose"!! Ups... desculpem mas provavelmente nas novas oportunidades não explicam a um futuro médico o que é osmose!!! Procurem no dicionário!! ou no Google!!

    Um desabafo: Se para ser engenheiro não é preciso estudar porque razão o há-de ser para médico?! Espero que num futuro próximo este Sr seja o médico do Primeiro Ministro Sócrates.!!!

    Como rirei nos anos vindouros!!

    Anónimo says:

    Não me admiro apesar de achar injusto para os alunos que andam a estudar e tentam mais que uma vez para conseguirem entrar.
    Há também que constactar que ele não é o unico a aproveitar as falhas do sistema... Sem querer ofender ninguem os alunos da Madeira e dos Açores também entram em medicina com médias de 15 e 16 enquanto que os do continente muitas vezes com 17,8 e 18 ficam de fora. Exemplo Faculdade de Medicina do Porto onde o ultimo entrou com cerca de 18,5 ... vejam as notas dos colocados pelas ilhas em http://www.dges.mctes.pt/coloc/2008/col1listamintp.asp?CodR=11&CodEstab=1108 e não se esqueçam que eles para as próprias faculdades das ilhas já tem 50 % das vagas reservadas para eles. Ps: podem ver também as outras faculdades que encontram coisas parecidas ou outros que entraram com notas mais baixas ainda. Afinal somos todos Portugal ou não?!?

    paco says:

    Comento o conteúdo do post, sem saber se corresponde a uma realidade ou apenas se baseia nela: Concluiu o 12º em 6 meses, sem frequência do Secundário? (risos)... qual curso de medicina nem meia medicina, no máximo só deveria ter acesso ao novel curso superior da Unuv. do Algarve "Licenciatura em Gestão de Campos de Golfe", e mesmo isso, se provasse saber contar até 19.

    E ainda há quem defenda o RVCC? Só em teoria, porque na prática, dos casos que conheço em VRSA, não passa de mais uma aldrabice do filósofo chefe.

    Anónimo says:

    que bando de ressabiados...

    avicena says:

    Dei com o vosso Post através de um Forward enviado por um amigo, para a minha caixa do correio. Escrevo estas linhas para vos demonstrar o meu desagrado cívico, para a forma como um Blog de professores trata este assunto. Passados dias sobre o post, nem uma rectificação, nem um pedido de desculpas, por tamanha mentira e desonestidade intelectual. É que qualquer cidadão crítico tem à sua dispobilidade na net um conjunto de notícias que desmascaram tal opinião, basta ver os vídeos do Expresso acerca do atleta: http://br.youtube.com/watch?v=eWtcDAkx2IE ou do sapo:http://videos.sapo.pt/1A6skFHnkBJUqqTN6coU.
    Mas talvez o mais relevante seja o artigo publicado no boletim do Serviço de Acção Social da Universidade do Minho da autoria de Pedro Dias que transcrevo " A Iniciativa Novas Oportunidades representou um impulso no caminho da qualificação dos portugueses. O objectivo, de acordo com o Governo, “é o da escolarização geral da população ao nível do ensino secundário”. Imbuídos deste espírito, milhares de Portugueses aderiram ao programa das novas oportunidades, com o objectivo de concluir o Ensino Secundário, e
    tentar uma oportunidade melhor no Futuro. Nesse número com mais de 4
    dígitos, encontrava-se um jovem de nome: Pedro Miguel Moreira Póvoa. Este jovem, nascido e criado na Ribeira Portuense, tinha o sonho de ser um praticante de excelência na modalidade que abraçou desde muito jovem, o Taekwondo. Pedro Póvoa alcançou esse patamar de excelência aos 26 anos, quando
    conseguiu a inédita qualificação de um atleta Português na modalidade de Taekwondo, para participar nos jogos olímpicos – Pequim, 2008, e consequentemente, recebeu o reconhecimento do Estado Português, que lhe conferiu, por direito consagrado na Lei, o Estatuto de Atleta de Alta
    Competição. Sublinho o facto de, apenas os dezasseis melhores atletas do planeta na categoria de peso de -58kg (categoria onde competiu o Pedro Póvoa), tiveram
    acesso à olimpíada. Não satisfeito com esse feito inédito, Pedro Póvoa encontrou ainda “força
    interior” para estabelecer um outro objectivo ambicioso (sonho de menino) no ano da Olimpíada (!). Quando a esmagadora maioria dos atletas qualificados para os Jogos, dedicava o seu tempo, exclusivamente, à preparação para a grande competição do planeta, o Pedro Póvoa aliava a preparação para os Jogos Olímpicos à conclusão do Ensino Secundário (via
    novas oportunidades). Durante meses a fio, eu vi, porque estava lá, o Pedro Póvoa entrar diariamente nas Instalações Desportivas da Universidade do Minho em Azurém antes das
    9h da manhã e sair após as 22h. O resultado, além do reconhecimento de alguns, foi a conclusão do Ensino Secundário com sucesso e mérito! Que lhe permitiu o acesso à Universidade. O Pedro Póvoa conseguiu também despertar a inveja de alguns acomodados...
    No dia seguinte à conclusão do Ensino Secundário, que coincidiu com o dia de Partida para a Olímpiada, Pedro Póvoa dirigiu-se ao gabinete de ingresso ao
    ensino superior, preencheu os formulários de candidatura e assinou uma procuração com delegação de poderes para a realização do acto de candidatura ao Ensino Superior, e foi para Pequim, competir! De onde veio
    com um honroso 7º lugar e um diploma. Imaginam quantos Portugueses conseguiram ao longo de quase um século de participar em Jogos Olímpicos com um resultado deste nível? Apenas 41 e destes 21 foram medalhados e
    19 com classificações até ao 8º lugar! Presentemente, Pedro Póvoa é aluno do 1º ano do curso de Psicologia na Universidade do Minho, está a tentar construir o seu percurso de excelência. É
    um exemplo para os mais jovens, aposto que vai acabar o curso.
    Citando o Fernando Parente, concluo: “Da geração dele, já provou que era um dos 7 melhores do mundo. Já se esforçou muito, é persistente, vai ter sucesso, merece admiração e apoio para concluir um curso superior e olhar
    para alguém que pode ver a Psicologia do Desporto de uma forma mais competente e vivenciada. Pedro Póvoa é e será com orgulho um miúdo da
    Ribeira do Porto, deveria estar estigmatizado à nascença por esse facto?... quantos nascem em Portugal em locais como a Ribeira chegam ao Ensino Superior e são dos melhores do mundo naquilo que fazem? O tempo será o melhor conselheiro, se todos olhássemos da mesma forma para este problemática, provavelmente, o Einstein teria sido um anónimo, e
    afinal era brilhante!!! E se o tivessem ignorado? como alguns dos seus professores tentaram fazer... E se o Pedro Póvoa acabar o curso superior, e se for um aluno brilhante? Vamos afinal condenar o Ensino Regular e os seus
    Professores?, também acho que não!, cada caso é um caso.” Fim de citação. Parabéns Pedro Póvoa, bem vindo à Universidade sem Muros!

    Anónimo says:

    Cada caso é um caso e de psicologia para medicina ainda vai um bocado! Portugueses e sempre exagerados. Não vejo porque não se possam dar oportunidades aos que não tiveram por variados motivos. todos nós sabemos que não é o 19 na entrada da faculdade que faz um médico mas sim o saber, queadquire durante todo o curso, a prática que adquire depois do curso. Não é só querer! mas se quem consegue mostrar o que vale, porque não?!
    Abram essas mentalidades, e mesmo quem entre por esse regime para medicina tem que mostrar sem dúvida provas e tem que mostrar conhecimentos de quimica, biologia e matemática! Acham assim tão fácil? Tentem vocês!!! Boa sorte Pedro e espero que consiga mesmo acabar o curso de psicologia, pois já que é psicologia de desporto, ele já esteve do lado de lá, pode dar até um bom terapeuta na área!!
    Se não der, pelo menos tentou!

    Este comentário foi removido pelo autor.

    De um aluno:

    Apenas uma pergunta:

    O Pedro Póvoa fez o Secundário em 6 meses(através do Programa Novas Oportunidades).
    Alguém acredita que durante estes 6 meses com todas as qualidades que este atleta deve ter, ele conseguiu aprender TODA matéria do 10º(cerca de 7 disciplinas)11º( 7 disciplinas) e 12º(cerca de 5 disciplinas).
    Desculpem-me o meu cepticismo mas não acredito. 3 anos em 6 meses é "quase se não mesmo impossível" passando este tempo APENAS a estudar. Agora A estudar e a ter treinos para os Jogos Olimpicos, treinos estes que pelo que oiço são muito intensos e demorados, digam-me onde é que ele foi arranjar o tempo para fazer estas duas coisas aparentemente incompativeis.

    Agora vejam a situação de um aluno "normal" de secundário que vê isto...ele vai dizer vou mas é fazer o que quiser, que depois daqui a uns anos vou fazer o Secundario nas Novas Oportunidades em 6 meses que não tenho que estar para aqui estudar e a perder o meu tempo na escola que dá muito trabalho...
    Não é a situação "especial" deste atleta que me preocupa.
    O que me preocupa são as várias situações especiais que daí virão, para além da óbvia diferença de conhecimentos que um aluno "normal" com uma média razoável terá de um aluno "especial" das Novas Oportunidades
    E Tenho dito!

    Anónimo says:

    As novas oportunidades podiam ser algo de interessante,se funcionassem como deve ser; isto é o processo RVCC apenas certificava quem tinha os conhecimentos necessários, enquanto o EFA dava a formação necessária a quem não a tinha.
    Mas não é assim, e eu sei do que falo. Tenho alguns meses de frequência no EFA secundário, mas quando percebi que me queriam mesmo impingir um diploma, tratei de me pôr ao fresco.

    Em primeiro lugar somos obrigados a escrever a nossa história de vida,coisa que não acho minimamente ética, pois a vida pessoal é de cada um, que deve ser livre de a contar, ou não. Também nunca percebi para que serve tal obrigação e até querem fotos e tudo.

    O resto baseia-se em seis trabalhos sobre os temas de vida, e um projecto final.
    Quanto à formação que era suposto ser dada,ficou muito reduzida e ainda assim só aconteceu por insistência de alguns (poucos)formandos e creio que de alguns formadores que tentavam levar a coisa mais a sério. Mas era muito pouca e rápida. Aquilo que nós aprendiamos ou que tinhamos capacidade para aprender não contava para nada.

    Apenas os trabalhos davam créditos. São necessários, no mínimo, 44 de um total de 88 créditos possíveis.

    Quanto ao referencial de competências chave não serve para nada, pois a pessoa pode ser certificada e nem conseguir escrever uma frase sem dar meia dúzia de erros, já para não dizer que os trabalhos podem ter sido feitos por terceiros.
    Também me apercebi que os trabalhos iriam ser corrigidos até à exaustão, até não restar uma única vírgula fora do lugar e claro, estarem lá no mínimo os 44 créditos.

    Com tanta correcção alguns trabalhos serão mais obra dos formadores que dos formandos.
    Mas tem que ser assim, o governo quer e as escolas ou entidades que ministram os cursos querem receber o subsídio, que já ouvi dizer não é pouco...

    O projecto final também tem que se lhe diga, por exemplo se o formando estiver a construir uma casa pode aproveitar o projecto feito pelo arquitecto...

    Os cursos EFA secundário têm uma carga horária de 1150 horas, ao longo de mais ou menos 18 meses, que bem aproveitados em formação dariam melhor resultado.

    Quanto à assiduidade nem é bom falar, as pessoas já sabem que vão ter o diploma de qualquer maneira, portanto não estão para se chatear.

    Tem razão o José Sérgio Costa quando fala na possível desmotivação dos alunos do ensino regular, face a estes facilitismos. Uma vez coloquei essa questão ao coordenador de curso... não obtive resposta.
    Muito mais havia para dizer, mas fico por aqui...

    Filipa Lopes

    Nelson says:

    Eu estou também chocado com a ignorancia de muitas pessoas que "comem" o que a noticia lhes dá.

    E se eu lhes disser que as novas oportunidades não importam para nada neste caso? E é a verdade.

    Este senhor fez o processo secundário num CNO e quem está por dentro isto não se faz em 6 meses. Só se tiver umas cunhas e mesmo assim fica muito mal justificado para o Min. da Educação.

    O que está aqui em causa é o Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 anos. Ele nem que tivesse o 9º ano podia concorrer á faculdade e entrar. O facto de ter o 12º ano não interessa nada, muito menos nas Novas Oportunidades.

    E depois a entrada em Medicina tem a ver com o Estatuto de Alta Competição!

    MAIS NADA! Não queiram descridibilizar uma coisa que não conhecem. E se tiverem necessidade de fazerem o 4, 6 , 9 ou 12 ano, inscrevam-se e vejam se é fácil. Principalmente o 12 ano!

    TODA ESTA PROPAGANDA NÃO VAI DAR A LADO ALGUM. Os "novos oportunistas", aproveitando a banha de cobra que lhes é oferecida pelos "inteligentes" deste governo colherão, daqui por alguns anos, muitos amargos de boca por terem atraiçoado a espectativas dos actuais ingénuos. "SER ISTO, AQUILO OU AQUELOUTRO SEM QUALQUER ESFORÇO PESSOAL............!!!!!!!!!!!!!! Só de doidos. Costa Gomes

    Anónimo says:

    D prof avaliação, antes de mais vou ter que ser directo consigo. se você nasceu num berço de ouro, optimo para si. mas ha familias portuguesas que são numerosas e que a unica possibilidade de manter a familia, é deixar a escola e comecar a trabalhar. como você é tão egoista, quer ser você a unica licenciada no nosso pais. nunca lhe vão tirar o emprego. até porque voçê tambem nao deve estar empregada muito tempo com esse feitio. e até que, es´~ao mais licenciados no desemprego que o resto da população. e sabe o que tem a mais esses senhores que tem o 12º em 6 meses? tudo.
    -já sabem o que é que custa trabalhar para sustentar a familia.
    - são humildes.
    -tem muito mais experiencia profissional que voçê e que todos os licenciados.
    - nao vai morrer de doenca no figado, pelo alcool que bebeu em 6 anos ou 5 ou 3 de faculdade.
    não seja egoista. dê opurtunidade aos outros, alguem da sua familia pode vir a precisar dela.
    ainda lhe vou dizer mais. tenho uma familiar, que acabou a faculdade . licenciada pela universidade de coimbra, média 18 . isso mesmo 18.
    tem missoes humanitarias, e demais voluntariado. e sabe o que faz?
    estaçaõ de correios na aerea de coimbra, e nao pode apresentar licenciatura, só 12º se queria trabalhar.

    Anónimo says:

    Sra professora voçê é inculta mesmo. deve tar no desemprego. por isso ta a ficar maluca.

    Anónimo says:

    Anónimo Disse,

    Sra professora voçê é inculta mesmo. deve tar no desemprego. por isso ta a ficar maluca.

    Publicado a 12 de Fevereiro de 2009 11:14

    GANHOUUUUUU

    Anónimo says:

    MIRANDINHAS PWNED

    Anónimo says:

    Deus nos livre com o futuro que nos espera! Gente mal formada, à pressa e de qualquer maneira, vai cuidar de nós nos hospitais, nos lares, a pilotar aviões, a projectar pontes e casas, etc... Vair ser a desgraça total no futuro deste país! Deus nos acuda! Quem puder e tiver juízo faça favor de fugir rapidamente deste Portugal! E já agora aviso que os alunos que fazem o secundário normalmente chegam à Universidade a dar erros ortográficos e nem sabem fazer a mais elementar conta de dividir. Por isso não deve haver muita diferença nos resultados obtidos pelos ditos alunos normais e os tais do RVCC. PORQUE É QUE ESTE MALDITO MINISTÉRIO NÃO DEIXA OS PROFESSORES REPROVAR OS ALUNOS? PORQUE É QUE SE CONDICIONA TANTO O TRABALHO DOS PROFESSORES? Basta um encarregado de educação não gostar de ouvir o professor dizer por palavras mansas e cordiais que o filho não consegue atingir o mínimo aceitável de competências para passar de ano e faz logo uma guerra monumental na escola. Até há pais que contratam advogados... Enfim, é o país que temos.

    Anónimo says:

    Eu por acaso ando no programa novas oportunidades e ninguém me deu nenhum diploma...ainda!Quanto ao facto de não se ter bases pelo rvcc ,no maiores de 23 suponho que ainda se tenha menos bases porque esses nem 6 meses andam...é só fazer um exame e já está mas porque será que dos maiores de 23 ninguém diz nada?!!

    DULIA says:

    EU ACHO MUITO BEM QUE AJA NOVAS OPTURNIDADES PARA QUEM QUER ESTUDAR.MUITAS PESSOAS DEICHARAM DE ESTUDAR PURQUE OS PAIS NAO TINHAM POSSIBILIDADES PARA POR A ESTUDAR E AI TIVERAM DE IR TRABALHAR, SO AGORA É QUE TIVERAM A OPURTUNIDADE DE IR ESTUDAR COMO POR ISEMPLO O MEU CASO . SO AGORA É QUE EU TIVE A IPOTECE DE IR ESTUDAR EU TENHO 35 ANOS NAO SE JUSTIFICA COM ESTA IDADE TER DE IR TIAR O SECUNDARIO EU TENHO O QUE MAIORIA DOS JOVENS QUE ESTUDAO HOJE EM DIA NAO TEM RESPONSABILIDADE FREIMA A SABEDORIA QUE A VIDA JÁ NOS DEU E SO POR ISSO VAL MUITO APENA .
    EU ESPERO QUE HAJA MUITAS MAIS PESSOAS PARA IREM ESTUDAR E PUR ISSO EU QUERO DEICHAR AQUI UM APELO A TODAS AS PESSOAS DE QUAL QUER IDADE "VAM ESTUDAR VAL APEN ACREDITEM QUE VAL O QUE CUSTA É COMESAR VAO VER QUE NAO SE VAO ARREPENDER ESTUDEM FORSA VALE APENA" ASSINADO : DULIA

    DULIA says:

    EU ACHO MUITO BEM QUE AJA NOVAS OPTURNIDADES PARA QUEM QUER ESTUDAR.MUITAS PESSOAS DEICHARAM DE ESTUDAR PURQUE OS PAIS NAO TINHAM POSSIBILIDADES PARA POR A ESTUDAR E AI TIVERAM DE IR TRABALHAR, SO AGORA É QUE TIVERAM A OPURTUNIDADE DE IR ESTUDAR COMO POR ISEMPLO O MEU CASO . SO AGORA É QUE EU TIVE A IPOTECE DE IR ESTUDAR EU TENHO 35 ANOS NAO SE JUSTIFICA COM ESTA IDADE TER DE IR TIAR O SECUNDARIO EU TENHO O QUE MAIORIA DOS JOVENS QUE ESTUDAO HOJE EM DIA NAO TEM RESPONSABILIDADE FREIMA A SABEDORIA QUE A VIDA JÁ NOS DEU E SO POR ISSO VAL MUITO APENA .
    EU ESPERO QUE HAJA MUITAS MAIS PESSOAS PARA IREM ESTUDAR E PUR ISSO EU QUERO DEICHAR AQUI UM APELO A TODAS AS PESSOAS DE QUAL QUER IDADE "VAM ESTUDAR VAL APEN ACREDITEM QUE VAL O QUE CUSTA É COMESAR VAO VER QUE NAO SE VAO ARREPENDER ESTUDEM FORSA VALE APENA" ASSINADO : DULIA

    "ARRE BURRO, TANTO ERRO"!!!!!!!!!! Neste texto nem quinhentas "novas oportunidades". FACILITISMOS? Cada um tem a sua história. FALTA DE OPORTUNIDADE PARA ESTUDAR? Eu estudei e trabalhei se quis, nos tempos da "antiga senhora". Só que, nessa altura, além da "FOME" fazia-se a 4ª classe. Agora, com o ensino de massas, quem tem de estudar é o professor. E esta, hein? Costa Gomes

    Calma amigos. Este atleta acabou por não entrar em medicina, mas sim em psicologia. Aqui sim, ela vai acabar o curso. Muito gostam os gajos das NO´s de psicologia, deve ser um curso que se tira num fim de semana.

    Joaquim says:

    Sensacional,tenho dois filhos formados e sem emprego, qualquer dia são ultrapassados por estes crâneos repentinos

    E que tal investir em na formação de mais médicos? Com a falta de médicos que existe e a qualidade de pessoas que temos não se justifica o número miserável de universidades para estudar medicina. Gasta-se dinheiro tão estupidamente, ora aqui está uma área em que seria útil investir dinheiro. Ou será que a Ordem dos médicos coloca grandes dificuldades na abertura de novas Universidades? Isso serve os interesses de quem?

    Diana P. says:

    Comentário de aluna do 2º ano de Medicina:

    Só para esclarecer alguns pontos:
    1- Neste ano a média mais baixa no concurso nacional foi de 178,7. Quem disse que não entrou com média de 18 em Lisboa, mentiu. Na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o último candidato entrou com 179,3.
    Não esquecer que as médias de entradas são feitas pelos alunos que se candidatam. A culpa não é do "sistema".

    2- Quem diz que se devem formar mais médicos, desconhece o real panorama nacional da formação de médicos por várias razões: médicos existem, estão mal distribuídos; as faculdades de Medicina estão super lotadas e neste momento (porque vejo por dentro) posso garantir que nem todos dos estudantes de Medicina vão sair da faculdade bem formados porque com tantos alunos é difícil criar condições para formá-los todos com a decência exigida a um curso como Medicina.

    3- Neste momento não há garantia de internato médico a todos os alunos! Não há vaga nos hospitais públicos para que tal aconteça. O que é que isto significa? Que não há possibilidade de todos fazerem a especialidade após terminarem o curso. Resumindo, ficam no desemprego até abrirem vagas porque um médico sem internato não pode exercer Medicina.

    Peço atenção para o facto de que aquilo que a comunicação social faz transparecer não é uma realidade.

    Continuam a achar que são poucas vagas? Querem mais e maus médicos?
    Go on! Façam barulho!

    says:

    Esta notícia é tão sensacional quanto falsa. Então este rapaz não teve de realizar os 3 exames específicos para entrada em medicina? Com certeza que teve!Se obteve notas baixas nos exames, não sabemos, mas que foi aprovado nos 3 também é uma certeza. Quanto às notas baixas, aplica-se o mesmo que a todos os outros estudantes com estatuto de alta competição.

    Ele fez o 12º em 6 meses?mas foi só o 12º ou foi o secundário todo?não consigo perceber pela "notícia"...

    Deixem-se de alarmismos e comecem a criticar as notícias que vos aparecem aos olhos!

    Triste rebanho...

    Eduardo says:

    Noticia sensacionalista.
    É verdade que completou o 12º ano ao abrigo do programa Novas Oportunidades.
    Certamente o Pedro Povoa entrou com média (nota) inferiores aos seus colegas de curso devido a ter estatuto de "atleta de alta competição".
    Outra nota o Pedro Póvoa não entrou no curso de Medicina, mas sim no curso de Psicologia.
    ( http://www.dicas.sas.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/EventosJornal/EventosView.ascx&ItemID=2334&Mid=38&lang=pt-PT&pageid=13&tabid=4 )

    Carolina says:

    Enfim...eu com uma "reles" media de 17.25 tive que vir para Barcelona para poder ir para o curso que semore sonhei para isto? Que bofetada...

    Andre says:

    Não podemos esquecer que, um atleta de alta competição, e que ja tenha representado Portugal no estrangeiro, pode entrar para qualquer curso!

    Diana says:

    Quem escreveu isto só pode ser ignorante, para que saibam, só se pode aceder ao ensino superior, fazendo exame às específicas (à excepção dos exames pelos maiores de 23, que não existem para o acesso a Medicina). Para que consigam fazer o exame às específicas ( Biologia e Geologia, Física e Química e Matemática) são necessárias bases!

    A Diana e outros comentadores falam aqui com muita leviandade. Fui formador das NO e sei a facilidade com que se fazem 3 anos (10-12.º) em metade desse tempo fazendo pequenos trabalhos sobre estorietas de vida ou o funcionamento dos telemóveis. Não se trata de entrar em medicina, ou psicologia. Trata-se de enganar as pessoas que julgam estarem a ser instruídas e NÃO estão. Trata-se de insultar quem se aplica, quem estuda, quem fez o ensino regular, pela via regular e se esforçou para entrar na faculdade. Não falem com tanta certeza do que não sabem. Mas acrescento isto: vêm algum professor ou formador das NO's a insurgir-se? Vêm os sindicatos a dizer algo? Não. O dinheiro faz muito jeito...

    INS says:

    O sr primeiro ministro semi-engenheiro também deve ter tirado o seu diploma nas novas oportunidades para apoiar tanto esta iniciativa. Para que serve ter o melhor numero de licenciados da Europa se os nossos licenciados não aprendem sequer o básico? Andei eu no secundário a estudar que me esmifrei para tirar a melhor média possível, fiquei um ano a fazer melhorias, para poder ter nem sequer frequentado o secundário e entrar para medicina??
    Tenham vergonha e vejam se avaliam o acesso às faculdades de medicina.
    Tem que haver selecção por competencias psicotécnicas, só a média não chega.

    Estou revoltada.

    Ir contra uma iniciativa destas apenas porque alguém tirou um proveito maior da mesma é simplesmente estúpido. Estão a criticar um todo por uma parte, conheço quem frequente os RVCC e apenas se encontram a prestar provas daquilo que sabem, de experiência adquirida ao longo da vida.

    Também parece haver aqui uma analogia entre entrar na faculdade e concluir o curso. Ele entrou e não estragou a vaga de ninguém, agora só irá concluir caso tenha mérito para tal.

    Não vejo sinceramente qual a injustiça aqui.

    Johnny says:

    sera que podemos processar o governo para indenmizar as pessoas que estudaram tanto durante 3 anose msm assim nao entraram em medicina?

    Bruno says:

    Até tenho vergonha de ser português...

    Ana Arada says:

    É indecente!! Ainda agora estou a classificar testes intermédios de Língua Portuguesa 2º ano e os critérios de classificação são tão absurdos como esta situação.Faz-me questionar, afinal que tipo de professora devo ser, exigente ou facilitadora, já que no final do ano, basta ter 8 palavras certas numa expressão escrita de 10 linhas para ter pontuação máxima, por exemplo. Assusta-me o dia de amanhã. Estes são os homens de amanhã, os futuros médicos, os futuros professores, futuros governadores... que condições teremos daqui a 10 anos?? Não sei responder, só sei que às vezes me apetece fugir.

    Parece-me que há aqui alguma confusão. As Novas Oportunidades, enquanto isso mesmo, uma oportunidade de pessoas voltarem a estudar quando por um motivo ou por outro o não fizeram, está correctíssimo e é uma excelente decisão. O que não está correcto e é uma fraude é quando essas novas oportunidades se transformam em mera certificação que não corresponde à equivalência que é dada e, nessas circunstâncias, está-se a descriminar a pessoa que é certificado porque se quiser aceder à universidade e tiver que fazer os exames não vai conseguir. É que a discriminação de que aqui se fala, nestas condições, é também dos que querem mesmo estudar. Quanto aos outros e quando os centros não têm qualidade, é defraudar quem trabalha e se dedica mas quem quer mesmo estudar também sai defraudado e discriminado.

    A igualdade de oportunidades não significa certificar todas as pessoas, significa, isso sim, dar oportunidade a que todas as pessoas, venham de onde vierem, façam em igualdade de qualidade e exigência, a escolaridade até onde pretendem.

    Se um aluno entra numa universidade sem o ensino secundário e tem sucesso no curso que está a tirar das duas uma - ou é uma inteligência muitíssimo acima de média, (e se assim é por que não se inscreveu no ensino regular?), ou as disciplinas que se requerem no secundário para a entrada nos cursos afinal não servem para nada ou então certos cursos em algumas universidades também já são novas oportunidades...

    Para mim não há dúvida, é mesmo preciso dar uma grande volta na educação porque ainda estamos longe da sua democratização...

    Ana Arada, o que isso vai significar é que os filhos das pessoas que mais possibilidades económicas têm vão ser privilegiados porque têm possibilidade de ter uma instrução mais séria. Quanto mais se baixa o nível de instrução no ensino oficial, menos democrática será a educação e mais discriminação se faz, é que há uma faixa da sociedade que sempre vai ter acesso a escolas onde se trabalha a sério, pelo menos a este nível.

    Alves says:

    Nunca em tempo algum alguém disse que medicina era o curso mais difícil de todos, imagino que deva ser difícil, não concordo com a média de entradas porque há falta de médicos.
    Quanto à notícia, parece que este jovem provou ser um grande atleta, mas seis 6 meses de Novas Oportunidades, neste caso deve ter sido RVCC o que a meu ver não é a mesma coisa que um curso EFA, não entendo qual foi o critério utilizado, mas nada que me espante porque já vi muito atleta de alta competição a entrar para o curso de Educação Física do FCDEF sem sequer ter passado nos pré-requisitos, há filhos e enteados, por isso o país não anda para a frente. Mas eu caminho num rumo diferente, notícias destas não me fazem pensarem em caminhos diferentes que não envolvam esforço e seriedade.

    Sílvia says:

    Lamento informar mas o atleta Pedro Póvoa não se encontra a frequentar o curso de Medicina, mas sim o de Psicologia, vertente organizações.