83% dos candidatos a contrato não conseguiram colocação

Cascata na estrada para Vilarinho das Furnas, Parque Nacional da Peneda e Gerês

Os números já são conhecidos: cerca de 40 mil professores ou candidatos a professores não conseguiram colocação. 83% dos candidatos a contrato não conseguiram ser colocados. O total de candidatos foi de 47608. O número de candidatos sem contrato foi de 39604 (83%).
Que dizer destes números? A única palavra apropriada para descrever esta situação é: desastre. Um enorme desastre para milhares de jovens que fizeram as suas licenciaturas e mestrados em ensino e que, agora, vêem as suas esperanças frustradas. Com o elevado número de professores a pedirem a aposentação com penalização, seria de esperar um decréscimo no número de candidatos sem colocação. A que se deve esta tragédia?
1. Abertura indiscrimanada e exagerada de vagas nos cursos de formação inicial de professores.
2. Ausência de regulação por parte do Estado.
3. Milhares de turmas do 3º CEB e do Ensino Secundário com mais de 25 alunos.
4. Aumento do número de anos para os professores alcançarem o direito à aposentação.
5. Cargas horárias de trabalho semanal exageradas e redução do número de professores de apoio em muitas escolas do 1º CEB.

2 Response to "83% dos candidatos a contrato não conseguiram colocação"

  1. Ainda falta acrescentar a esses números os finalistas que, estando na lista graduada provisória, não constam das listas de não colocados porque a sua graduação ainda não foi feita.

    Se para a ME muitos professores já com 5, 10 ou mesmo 15 anos de ensino não são professores porque não são do quadro, muito menos o serão os finalistas. Para ela estes não são mais do que pessoas que tiraram o curso! O investimento que o estado fez nestas pessoas não lhe interessa!

    Anónimo says:

    Desculpem mas os sindicatos e respectivos professores têm um discurso completamente errado.
    A grande questão é a qualidade de ensino e não os professores que não são colocados.
    O Socrates atira-vos areia para os olhos e vcs ficam cegos com o discurso dele.
    A realidade é a seguinte: - Turmas enormes 1. 38% das turmas do 9º ano tiveram, em 2007/08, entre 24 a 28 alunos. 2. 43,8% das turmas do 7º ano tiveram, em 2007/08, entre 24 a 28 alunos. 3. 56,8% das turmas do 10º ano tiveram, em 2007/08, entre 24 a 28 alunos.
    Turmas muito grandes impedem que o ensino seja individualizado e dificultam o desenvolvimento de projectos pedagógicos inovadores, além de transformar o quotidiano num inferno, por potenciarem problemas de indisciplina. - Os alunos do Ensino Especial tem menos apoio docente - A formação de informática dos alunos está em défice ( não estou a falar de pc's mas sim de formação saber fazer) a informatica no ensino secundário praticamente acabou. Agora só há no 3º ciclo e é a brincar. - Faltam professores para a elaboração de clubes e apoios extra-curriculares. Quando se fala em não existir "chumbos" na Finlândia a causa é simples. Alunos acompanhados.Conclusão, devia-se contratar mais professores mais existir mais qualidade de ensino ... só isso ... quando falam deste assunto nunca se devia falar do desemprego de professores, esse tema não atinge a população em geral.