5 dicas para o coordenador de departamento se libertar do "adesivovírus"
Elvas, Fonte: www.flickr.com
Estou em Elvas com o ProfMat. Com o Kanguru lento, só posso postar as fotos de Elvas quando regressar a casa. Fá-lo-ei na quinta-feira.
Não é fácil o coordenador de departamento ficar a salvo de um ataque do "adesivovírus". As pressões são muitas e, por vezes, o poder sobe à cabeça de quem menos se espera. O poder ou é afrodisíaco ou é um substituto do objecto erótico. Seja qual for a situação, age como um ímane. Poucos conseguem resistir ao seu fascínio. E o fascínio do poder aumenta com a ausência de objecto erótico. A sociedade modernaça vende erotismo e pornografia mas é hostil à presença do objecto erótico. É por isso que o poder se apresenta cada vez mais como o seu substituto.
Para aqueles que procuram imunidade ao "adesivovírus", eu tenho uma pequena receita infalível. Se a pandemia do "adesivovírus" alastrar, estou a pensar registar a patente, São cinco dicas simples. Simples mas infalíveis. Se você é coordenador de departamento e quer ficar imune ao "adesivovírus", preste atenção. Brevemente, deixarei aqui a receita para o PCE,
1. Nunca mande fazer nada aos avaliados que você não seja capaz de fazer.
2. Nunca mande fazer nada aos avaliados que não seja preciso.
3. Quando tiver que mandar fazer alguma coisa aos avaliados, exemplifique primeiro: faça primeiro e mande o avaliado executar depois.
4. Se mandar fazer alguma coisa ao avaliado que ele não seja capaz de executar, preste-se a ajudá-lo: mostre disponibilidade e faça com ele.
5. Nunca critique ou diga mal dos avaliados pelas costas e nunca faça críticas em público.

A declaração oficial de guerra aos professores acabou de ser decretada, hoje, por J. Sócrates.
COLOCAR OS PROFESSORES COMO INIMIGOS DO “REGIME” PARA OS LIQUIDAR PERANTE A OPINIÃO PÙBLICA”
Todos aos seus postos. A guerra a sério começou.
Ler, comentar e divulgar
http://educar.wordpress.com/2008/09/02/mas-quantos-professores-tiraram-o-curso-na-independente/
Ana
O Socretino deve ter sido um excelente aluno! Um "mimo"!
Já agora, se ´a pessoa' for boa na sua área e o exmo. sr. coordenador for uma nulidade na mesma o que sugere para evitar o "adesivovírus"?
O feitiço volta-se geralmente contra o feiticeiro e é, por norma, ampliado. Efeito boomerang ...
Pois espero não ter percebido bem a ideia deste post ou então o panorama está ainda mais negro do que o esgar da sinistra ministra ...
Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...
Não temo qualquer tipo de avaliação.Sou professora há trinta e cinco anos,tenho nome na praça, porque ensinar foi sempre a minha grande paixão.Ensinei muito, dentro e fora das aulas.Ensinei a saber ler e apreciar a beleza estética das palavras;sonhei e fiz sonhar jovens andorinhas a crescer na Primavera,ensinei a dramatizar, a cantar e a colocar a voz, e ensinei sobretudo a amar,pois sou mulher de coração aceso a tempo inteiro.Vou continuar a ensinar como sempre o fiz e vou dar as aulas à minha maneira, indiferente a quem possa estar a assistir.Só temo a falta de alegria que sobejava, mesmo em dias de muita chuva.O dilúvio agora é na alma e tenho saudades do meu entusiasmo.Isso, pelo menos, ainda tenho...
Eu tb não temo as avaliações sobre o que é a minha área, para a qual me formei devidamente e onde tenho experiência. Temo é este sistema que já coloca uns a referir os outros como adesivos quando ... na sua maioria são representados por incompetentes para o que se pretende i.e. avaliar colegas e neste caso, de outras áreas.
Moriae
O Ramiro acaba de prescrever uma boa vacina contra este "adesivovírus".
Temo é que este vírus seja um rectrovírus, ou seja mude de código genético sempre que lhe seja aplicada uma vacina!
Francamente não entendo este post, Ramiro. Afinal, o que defende? O post é todo muito "avaliado" e "avaliador" até parece que não existiu algum início de discussão sobre o que é para mudar de todo, há poucos dias, neste blog. Ao colocar posts deste tipo está a dar ou não força ao polvo? Na minha modesta opinião, está a fazê-lo.
Num dos posts coloquei uns comentários escritos ao correr da pena. Enviei-os para o MUP. E foram publicados.
"AVALIAÇÃO CIENTÍFICA E PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES
Compete às instituições de Ensino Superior - Universitário e Politécnico - a formação científica e a avaliação dos alunos dos Cursos Superiores e a obtenção do grau académico correpondente. Todos os professores possuem um Curso Superior, nalguns casos equiparado, no mínimo, para a docência. O Ministério da Educação reconhece os Cursos Superiores ministrados nas Universidades e Politécnicos como habilitação científica para a docência nos vários graus - 1º/2º/3º ciclos do Básico e níveis Ensino Básico e Ensino Secundário. É através dessa habilitação académica e científica que recruta os professores para a leccionação na área disciplinar com base na habilitação superior.
(continua em
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/09/avaliao-cientfica-e-pedaggica-dos.html)
Muito obrigada
Ana
Eu nunca disse que a avaliação de desempenho não é necessária. Sempre estive foi contra o modelo imposto pelo Decreto Regulametar 2/2008. Também nunca disse que não havia excelentes coordenadores de departamento. Este post é para alertar esses excelentes coordenadores de departamento para o perigo de tornarem adesivos.
Obrigado, Ana! Sem dúvida que os professores já foram certificados pelas universidades e politécnicos, mas ao longo da sua carreira tê de se ir actualizando e uma avaliação não punitiva tem o ojectivo de ajudar o professor a melhorar o seu desempenho.
Eu defendia mais a criação de uma espécie de bolsa de avaliadores que, com a devida formação, avaliassem colegas de outras escolas. Evitavam-se muitos dissabores e injustiças que, inevitavelmente, acontecerão. Em algumas situações parece que os coordenadores é que vão ser avaliados. Há sempre quem se julgue melhor do que eles e, no fundo, só estão a fazer um favor à Tutela. Em alguns casos até foram eleitos propositadamente para depois se puderem criticar e para se puder reclamar à vontade!!!
Correcção: "para se poder..."?
"Eu nunca disse que a avaliação de desempenho não é necessária. Sempre estive foi contra o modelo imposto pelo Decreto Regulametar 2/2008.
Também nunca disse que não havia excelentes coordenadores de departamento." R.M.
A coordenação de departamento faz sentido e tem relevância no Ensino superior onde é professor. No ensino básico e secundário não tem como já no s/ blogue já foi discutivo. É uma artificialidade para impor este modelo burocrático de desavaliação de que afirma discurdar totalmente. Tudo radica nesta figura de faz-de-conta resultante de uma aberração designada de titular.
"Este post é para alertar esses excelentes coordenadores de departamento para o perigo de tornarem adesivos" R.M.
A questão não está na pessoa nem no profissional. Está no cargo. E o exercício do cargo dá poder. Como titular se tratou de um jogo de roleta russa está tudo misturado, de facto. Mas no exercício do poder que artificialmente lhe está reconhecido, não está.
"...mas ao longo da sua carreira tê de se ir actualizando e uma avaliação não punitiva tem o ojectivo de ajudar o professor a melhorar o seu desempenho." R.M.
A actualização palpável e passível de avaliação real e objectiva (por assim dizer) deste tipo só pode ser realizada através de provas públicas, como as dos professores do E. superior. Repare que são vários colegas professores a fazê-lo, reconhecidos anteriormente, em provas públicas. Há matéria para ser avaliada (mestrados, doutoramentos, agregação). No E. universitário a base é a investigação e a actualização científica em domínios especializados. No caso da docência no E.Basico e Secundário este aspecto é mais de cultura geral. O trabalho nada tem a ver com a investigação mas com a leccionação. Não se pode fazer esse tipo de comparação simples/ porque são dois sectores completamente distintos. Se assim não fosse, não era necessário 2 ministros e 2 ministérios, não é verdade?
Outro aspecto que gostaria de referir, é que os professores do E.Basico e Sec. frequentam obrigatoriamente ao longo da carreira formação creditada pela entidade habilitada no ME para o fazer. Pelo que são obrigados a permanentes actualizações nas áreas científicas e pedagógicas. Mais uma vez. Um qualquer professor vai avaliar se o formador creditado pelo Centro de Formação Científica para a Formação de Professores foi bem creditado? Etc.
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Se existissem modelos~de avaliação de professores credíveis, e não político-administrativos como este proposto pelo ME, todos os sistemas de ensino na Europa os teriam adoptado.
Ora, um dos poucos países da Europa que tinha avaliação formal de desempenho dos professores era justamente o sistema português!
Ana
Embora não concorde a 100% consigo, o comentário é excelente e vou fazer um post com ele já amanhã de manhã. Obrigado.