Estudo sobre a reorganização da carreira docente: a origem de todos os males
Pesca à linha em Peniche
Foi com ele que tudo começou. É um "case study" de como a engenharia social é a arma de todos os modernaços, dos estalinistas aos socialistas travesti. Como arma de combate político e de destruição dos inimigos internos externos, foi usada ate à exaustão por Lenine e Staline. Que tenha regressado a Portugal pela mão de dois ex-anarquistas e libertários é apenas uma questão de pormenor e que confirma a velha tese de que "os extremos se tocam". Agora, a engenharia social é usada pelos socialistas travesti com o objectivo de destruir uma profissão perigosa para o status quo. O professor como intelectual livre, com liberdade pedagógica, com tempo para o estudo e com liberdade de expressão e autonomia pedagógica é incompatível com o novo paradigma da escola dual: uma escola para as elites, exigente, disciplinada, tranquila e com um currículo assente no que de melhor construiu a nossa herança científica, tecnológica e artística e uma escola para as massas, os produtores, os executores, a geração dos 500 euros, que, em tempo de vacas magras, tem de ser utilitária, instrumental, eficaz e sem desperdícios. Fazer aceitar o segundo paradigma de escola, exige o silêncio e a extinção da liberdade e autonomia pedagógicas dos professores. Então, a ministra, ela própria especialista em engenharia social, lembrou-se de pedir auxílio ao seu mestre e mentor, João Freire, aquele que orientou a sua tese de doutoramento sobre a "engenharia social aplicada ao estudo da profissão de engenheiro". O mentor, já reformado do ISCTE, mandou às urtigas o seu passado de sempre, anarquista e libertário, e aceitou o desafio. Em seis meses produziu o estudo sobre a reorganziação da profissão docente e a ministra pôs equipas e grupos de trabalho a plasmarem em leis, descretos-leis, portarias e despachos as conclusões e recomendações do estudo de João Freire. O estudo foi entregue em Dezembro de 2006 e um ano depois a profissão de professor, como a conhecíamos, estava destruída. A destruição foi tão rápida, intensa e profunda que a tornou irreconhecível. Foi um dano irreparável. O que se vai seguir já é presente: professores jovens a abandonarem a profissão, professores mais antigos a pedirem reformas antecipadas, professores revoltados e desanimados e jovens com vocação que vão escolher outras profissões porque sabem que "assim não se pode ser professor".
Durante anos a fio os professores tiveram acesso a acções de formação creditadas e financiadas, puderam eleger os seus pares para os cargos mais relevantes nas escolas(aos quais reconheciam o perfil mais adequado), desenvolveram o espírito crítico, …
O vento mudou mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe!
O desplante destes modernaços: destruírem uma das profissões mais nobres! A grande maioria dos professores sempre foram profissionais dedicados e empenhados nas suas escolas e junto dos seus alunos.
A exigência da avaliação da pseudo –meritocracia só serviu de fachada para amordaçar os incómodos professores e destruir a escola pública transformando-a numa linha de produção “made in China”, para os futuros proletários da geração dos 500 euros, mal pagos e de preferência dóceis!
Sem dúvida. O objectivo foi ajoelhar e humilhar os professores.
Ainda vamos a tempo!
Basta um pouco mais de ousadia, persistência, criatividade e de união dos professores dos ensinos básico, secundário, universitário e politecnico.
Boa notícia. Num dos maiores Agrupamentos de Escolas do país não houve lista de professores para espatifar o que (ainda) resta de escola, educação, professores e alunos "conselho geral transitório".
E em Setembro a coisa promete aquecer.
Ana
Pelo que tenho ouvido de relatos de colegas professores a trabalharem no politécnico e universitário, a D. Maria e o sr Valter, representam tudo aquilo que está a espatifar totalmente o nosso ensino universitário. Gente do piorio. Muitos professores ~são permanentemente coagidos no desenvolvimento das suas carreiras simplesmente porque não vendem a sua alma ao diabo.´
Este pessoal é apelidado do pessoal dos "cheques". Ligado ao Poder, mantêm como satélites um conjunto vasto de recem licenciados e outros, ambiciosos e trepadores.
O problema, de facto, está no ensino superior. Mas há muitos "cheques" a circular. Se as pessoas se derem ao trabalho de verificar, perceberão que todos os comentaristas de serviço dos orgãos de comunicação social portugueses são "professores convidados" (nao são professores de carreira do politecnico e universitário), recebem o mesmo que os professores de carreira, são pagos pelo dinheiro do contribuinte (como está na moda dizer-se) e recebem "uns cheques". Nas tv, rádios, jornais é vê-los todos emproados a defender "o deles".
Escândalo nacional.
Ana
Então, se a "engenharia social" estava a a ganhar raizes por mor da classe docente:
- por que carga de água a plataforma se vangloriou do seu entendimento do acordo?
- por que mistérios insondáveis este bog apoiou claramente a assinatura do dito?
- por que se ludibriaram 100 mil docentes, consignando a armadilha?
Extractos em fotocópia do dito guru nos blogs:
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
http://educar.wordpress.com/
O REI E A RAINHA VÃO NUS
Desde que foi desmascarado, o Estudo sobre a Reorganização da Carreira Docente do Ministério da Educação, coordenado por João Freire, tem vindo a ser objecto de algumas reflexões e comentários nos blogs de educação.
. Solicita-se uma ampla divulgação deste estudo e das reflexões sobre ele, para que todos os professores (e todos os cidadãos em geral) possam, definitivamente, perceber as trampolinices dos nossos responsáveis ministeriais e afins que, através do seu enfezamento, vão tornando o País mais mesquinho e vil.
. Parte deste estudo pode consultá-lo neste blog em ESTUDO QUASE SECRETO.
. Reflexões e comentários:
. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente - 1, da APEDE.
. Estudo sobre a Reorganizão da Carreira Docente: a Origem de Todos os Males, de Ramiro Marques
De Paulo Guinote:
. Margarita e o Mestre
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-2
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-3
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-4
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/rei-e-rainha-vo-nus.html