INA "oferece" cursos sobre avaliação de desempenho ao preço de 200 euros


Castelo de Almourol. Encontro da APEDE no dia 25 de Abril de 2008
O Instituo Nacional de Administração (INA) está a oferecer cursos de formação em avaliação de desempenho do pessoal docente, dirigidos a PCEs, a presidentes dos CP e a coordenadores de departamento, ao preço de 200 euros por 20 horas de formação. Não vão faltar candidatos a esses cursos porque o INA é uma instituição pública altamente prestigiada na formação de dirigentes para a administração pública. Os candidatos a directores de escolas sabem que, possuindo um certificado do INA, levam vantagens curriculares face a potenciais concorrentes. Um dos formadores é um tal Dr. Jorge Fatal Nogueira, formado em Engenharia de Sistemas, pós-graduado em Marketing, docente da Universidade Internacional, consultor de empresas e com pouca ou nenhuma ligação à administração educacional. O curso de formação em avaliação do pessoal docente, a cargo de Jorge Fatal Nogueira, tem 16 horas, aborda 38 assuntos e custa 200 euros. Não ponho em causa a capacidade e conhecimentos de Jorge Fatal Nogueira, que serão com certeza grandes ao nível da motivação e marketing, embora estranhe que o seu curriculum vitae não mencione experiência e formação específica em educação. Contudo, como a filosofia que orienta as políticas educativas do ME é a da empresarialização das escolas, compreendo a melhor a situação.

6 Response to "INA "oferece" cursos sobre avaliação de desempenho ao preço de 200 euros"

  1. Anónimo says:

    É imoral que obriguem os professores a pagarem a formação dos seus bolsos. Já não chega obrigarem-nos à formação aos Sábados ou à noite!
    Em qualquer empresa, dá-se formação ao pessoal, porque é do interesse da empresa. Aqui, não; o interesse é do professor!!?
    JMatias

    Anónimo says:

    Há Presidentes de CE a irem frequentar o curso às expensas das escolas.

    Anónimo says:

    É importante também perceber o que leva à procura desta (des)formação.
    É que a formação promovida pela DGRHE na interrupção da Páscoa, dirigida a Presidentes de CE foi um fiasco:
    - as sessões não tiveram qualquer fio condutor;
    - os workshops (em que cada um se inscreveu de acordo com os temas)foram o exemplo do mais completo caos, senão vejamos: foram dinamizados por Directores de Centros de Formação, que os organizaram como entenderam...referiam a sua não ligação à tutela, a impossibilidade de esclarecer dúvidas e...um desconhecimento profundo do que se estava a viver nas escolas. Por exemplo, no meu workshop, sobre construção de fichas e instrumentos de registo " mandaram-nos" utilizar tópicos da ficha dos Coordenadores de Departamento...(público-alvo: só CE).
    Foi uma algazarra e barafunda tal que o "formador" apresentou, no dia seguinte, em plenário, o reusltado do trabalho do grupo, isto é, o que ele quis, já que o grupo nada produziu.
    Ainda houve lugar para partilha de experiências de algumas escolas selecionadas: parecia o paraíso, tudo feito e a correr tal como um TGV...
    Parece-me que até a tutela se assustou com esta velocidade...
    Concluíndo foram dois dias do mais completo desperdício de tempo, da maior falta de respeito pelos CE.
    Mas pelos vistos a formação está feita!
    É a ânsia de saber mais e de fazer melhor e a credibilidade(?) do INA que tem levado muita gente a inscrever-se, pensado assim ser formação de confiança já que aquela que a tutela ministrou foi o que foi.
    Agora se vê que também esta é um fiasco.
    Penso que muitos dos inscritos(é o meu caso pelo menos)ao verem agora em que consiste esta fraude já não irão frequentar a acção.
    Maria Estrela

    Amélia says:

    Isto é pura sem-vergonhice.
    Difícil contiuar a amar tanto este País e este ofício...

    Amélia says:

    Isto é pura sem-vergonhice.
    Difícil contiuar a amar tanto este País e este ofício...

    Anónimo says:

    Vi mal, li ainda pior, ou a formação "supostamente" específica para a docência é a mais cara??
    Se fui eu que li mal, peço desculpa por este comentário. Irei penitenciar-me, inscrevendo-me num cursito, desses que dão logo doutoramento, de modo a poder compreender melhor o que se passa neste país. Manuela