Educação sexual nas escolas? Como integrar no currículo?



Castelo de Almourol. Encontro da APEDE no 15 de Abril

O Bloco de Esquerda apresentou hoje na Assembleia na República um projecto de lei que pretende tornar obrigatória a frequência de uma área curricular de educação sexual nas escolas, com a duração de 90 minutos. Leia o resto da notícia no Público Online.


O BE fez uma proposta concreta: criação de uma área curricular com carga horária de 90 minutos. A Lei de Bases faz referência à educação sexual como um conteúdo da área de formação pessoal e social, a par de outros conteúdos como a educação rodoviária, a educação para saúde e a educação para a cidadania. Há países que optaram por criar programas transversais de educação sexual, abordando obrigatoriamente temas sobre a matéria em todas as áreas curriculares, com especial ênfase na Ciências e nas Línguas. Outros, criaram uma disciplina de Educação sexual.


Qual é a sua opinião? Vê vantagens nesta proposta do BE? Vê desvantagns?

12 Response to "Educação sexual nas escolas? Como integrar no currículo?"

  1. sestercio says:

    Por mim, apostava na transversalidade. Disciplinas, áreas disciplinares, acnd já há demais!

    Anónimo says:

    Apoio, como disciplina autónoma. Mas uma verdadeira disciplina e acabe-se com a treta do estudo acompanhado.

    Tino says:

    Uma disciplina de Educação Sexual nas escolas será o fim de Portugal.

    Corremos o sério risco de os alunos poderem passar a detestar o sexo como o fazem com a Matemática, o Português e a História.

    Anónimo says:

    Tino!
    Boa piada! Mas algua coisa tem de ser feita: quer seja pela transversalidade quer pela criação de uma disciplina. Também me inclino mais para uma transversalidade a sério com conteúdos obrigatórios.
    Ramiro

    Anónimo says:

    E se os alunos quizerem aulas práticas??

    Tino says:

    Já ouvi defender a existência de uma disciplina anual, desde a primária até ao 12.ª ano.

    Isto é perfeitamente disparatado. É mais do que um doutoramento, daqueles com extensa componente curricular.

    Com um currículo assim, dava para tratar uma obra em 9 volumes que um investigador meio louco escreveu sobre 30.000 formas de hímens...

    Onde é que anda uma disciplina de Formação Pessoal criada pelo inenarrável Roberto Carneiro, para ser leccionada em alternativa à Religião e Moral?

    Criar uma nova disciplina (mais uma) é mais fácil, mas não me parece nada a melhor solução.

    A transversalidade parece-me mais viável. Para além de alguns conteúdos obrigatórios definidos por ano ou ciclo, devem ser levadas a cabo outras acções, nomeadamente com intervenção de entidades exteriores à escola.
    O problema é que quando se fala em "conteúdos" transversais, há uma tendência para que seja dada menos importância ou para que não cheguem a ser devidamente definidos.

    Enquanto escrevia, apareceu mais um comentário, desta vez mais a sério do que a piada que por acaso até teve muita graça.

    A educação sexual tem que ser abordada de acordo com a idade dos alunos, não havendo uma idade ou mesmo uma fase ideal para tal abordagem.
    Por acaso até já vi uns livros de educação sexual infantil, um deles muito infantil mesmo, que estavam o máximo. Claro que não falavam nem da cegonhas nem de Paris.

    Mas realmente, 90 minutos semanais de educação sexual durante 12 anos (ou 15, se tivermos em conta o pré-escolar) é querer encaixar à força a educação sexual nas escolas.

    De facto há muitas questões/dúvidas e a "Educação Sexual" é importante... mas não como "disciplina"...

    Diariamente sentimos a necessidade de informar os alunos, quando estes ganham coragem e alguma confiança para colocar as suas perguntas... mesmo que seja numa aula de informática...

    Depois de uma sessão de esclarecimento à uma turma, por um profissional de saúde, decidimos partilhar "as questões" e as "respostas" à comunidade escolar.

    E assim surgiu o "TinhaDúvidas"
    www.tinhaduvidas.blogspot.com

    Será uma proposta válida?

    Anónimo says:

    Também me inclino mais para o tratamento da educação sexual de forma transversal. O currículo já tem disciplinas a mais e a carga horária dos alunos é já suficientemente grande. O que é necessário é que os conteúdos de educação sexual sejam tratados obrigatoriamente nas outras discipinas.
    Ramiro

    Tino says:

    Uma curiosidade.

    A única escola que vi em que havia educação sexual era um seminário missionário, há 25 anos atrás, em Fátima. Curioso.

    Por este andar, daqui a 25 anos continuamos a discutir se há-de ser uma disciplina ou uma matéria transversal.

    Será tão difícil perceber que o ser humano tem uma dimensão física, intelectual e espiritual (para os que acreditam)?

    Mais difícil será perceber que o sexo está entre as pernas e não na cabeça. A maioria vê o sexo em todo o lado, sobretudo na cabeça, em vez de o ver onde ele está. Daí tantas perturbações e preconceitos, para uma coisa tão simples, que todos os seres vivos encaram com a naturalidade que ele tem, mas que só os humanos complicam...

    Anónimo says:

    Mais uma disciplina? Os alunos já estão demasiado sobrecarregados. A transversalidade é suficiente.
    Há escolas onde existe o gabinete da sexualidade, sendo a temática abordada pela comunidade escolar de modo apelativo e eficaz. Há escolas com projectos interessantes e que poderiam ser seguidos.