500000 observações de aulas e 150000 entrevistas. Alguém pode aceitar tamanho disparate?

Mário Nogueira
CM: E as observações das aulas. Concordam?
Mário Nogueira:- Não somos contra as observações de aulas ou as entrevistas. O que achamos que é um bocado absurdo é que obrigatoriamente por ano os professores tenham de ter três observações. O que significa por ano meio milhão de observações de aulas.
CM:- Mas concordam que existam.
Mário Nogueira:- Sim. Mas o que nós defendemos é que a observação é um instrumento de avaliação que deveria ser utilizado nos casos de avaliação excepcional, ou para cima ou para baixo, para retirar dúvidas que existissem, em situações dúbias ou a pedido das pessoas. Não estamos nada contra isto.
CM:- E as entrevistas.
Mário Mogueira:- Também não. Em situações em que se torna necessário tirar dúvidas é aceitável que a pessoa tenha uma entrevista. Agora que obrigatoriamente, 150 mil pessoas tenham de ser entrevistadas por ano, isso é que achamos que é a burocratização do processo.
Comentário meu:
Qualquer pessoa de bom senso percebe que é inaceitável sujeitar o sistema e os professores a 500000 observações de aulas e a 150000 entrevistas por ano. É imprescindível uma alteração no Dec Regul 2/2008 que comtemple a possibilidade da observação de aulas apenas para os casos extremos de proposta de avaliação de excelente ou de irregular.
Para conhecer o CV de Maria de Lurdes Rodrigues (actual Ministra da Educação), clique no link:
http://spn.pt/?aba=27&cat=2&doc=809&mid=115
Não posso estar mais de acordo com o Mário: observações de aulas SIM, mas para os que indiciam o Muito Bom e Excelente e os do polo oposto Insuficiente ou Regular. No primeiro caso, justifica-se por causa das cotas, no segundo caso, para que possa existir um acompanhamento do professor que denota dificuldades nas suas práticas. Esses sim, precisam de ajuda e acompanhamento... de um diagnóstico mais profundo para que possa existir regulação do processo. A única forma de que todos possam beneficiar da justificada necessidade de melhoria do ensino e das práticas docentes. Só assim podemos caminhar para padrões de excelência.
Quanto às entrevistas... essas podem muito bem ser dispensadas... desde que o coordenador-avaliador faça um acompanhamento regular dos docentes e lhes vá dando um feedback do processo...
Fátima!
É isso mesmo. O processo ficava desburocratizado, mais ágil e mais justo.
Ramiro