O post "Mudar de Linguagem" suscitou um comentário de António Pereira que levanta dúvidas e problemas sobre as razões que explicam a excelência da Ciência que se está a fazer em Portugal.
O MEC anda há 20 anos a publicar legislação e documentação focada em conceitos do tipo "igualdade", "equidade", "justiça", "discriminação positiva", "diferenciação", etc. Faz mal.
Aceita-se que as associações e sindicatos de professores façam tudo o que estiver ao alcance para levar Nuno Crato a fazer uma reforma curricular que, em vez de acabar com as disciplinas e áreas curriculares inúteis, acrescente outras à matriz curricular.
A reunião do MEC com os sindicatos, realizada no dia 25 de janeiro, destinou-se a analisar as alterações a efetuar ao atual sistema de gestão escolar. A Fne saiu satisfeita da reunião com o secretário de estado da administração escolar. Tem razões de sobra para estar satisfeita.
Para percebermos como funciona a escola Vittra Telefonplan, é necessário fazer o enquadramento da reforma educativa sueca ocorrida nos anos 90. Essa reforma colocou no centro das políticas educativas e do sistema escolar o conceito de livre escolha das escolas pelos pais e uma educação pública financiada pelo Estado mas realizada por diversos atores e intervenientes e de formas muito diferenciadas.
Os dados divulgado na 102ª edição do Anuário Estatístico de Portugal, que confirmam uma queda acentuada do número de alunos nos 1º e 2º ciclos do ensino básico, acompanhada de um aumento do número de professores na ordem dos 18,1%, merecem reflexão e debate.