Manuel Esperança quer um Conselho de Escolas mais pró-activo

Alcazar, Toledo, Espanha
O recém-eleito Presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, disse ontem que deseja um Conselho de Escolas mais pró-activo.

Se o novo Presidente do CE quer dizer com isso que deseja um Conselho de Escolas menos colado às posições da ministra da educação então está a começar bem.

Para começar bem não é preciso cair na deselegância da crítica ao antecessor. 

Manuel Esperança fez bem em não ir por aí. Limitou-se a dizer que quer um CE mais pró-activo e com essas palavras traçou um caminho que ele vinha desenhando nas intervenções públicas: defesa do reforço da autoridade do professor, combate à indisciplina dentro da sala de aula, responsabilização dos pais e ênfase numa escola onde se trabalhe e exija rigor e esforço.

Manuel Esperança mostra ser um homem pragmático, realista e franco. Tem um discurso menos palavroso e mais distanciado do poder político do que o seu antecessor.

Tem direito a um período de estado de graça. Para já, está a começar bem.

Publicado em DR o novo Estatuto do Aluno

Alcazar, Toledo, Espanha
É a Lei nº 39/2010 de 2 de Setembro. É a segunda alteração do Estatuto do  Aluno do Ensino Básico e Secundário, aprovado pela Lei nº 30/2002 e alterado pela Lei nº 3/2008.

É um longo documento, de leitura difícil, repleto de ideologia e retórica, que remete constantemente para legislação anterior. 

Para quando um Estatuto do Aluno com apenas duas frases? 

Cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada tem a autonomia para criar e aprovar um código de conduta onde conste os direitos e deveres dos alunos. O código de conduta dos alunos deve respeitar o texto da Constituição da República.

Não seria mais fácil e democrático? Em vez do Estado Educador, que administra directamente a Educação, fiscaliza, controla, chateia, empata e avalia, teríamos uma Estado democrático que confia na inteligência e na capacidade de autodeterminação das comunidades educativas.

Enquanto não chegarmos aí, não há educação pública verdadeiramente democrática.

O koi, a inclusão e a educação em Portugal

Koi_Fingerlings Imagem retirada daqui

Em conversa com Irene Arrimadas, uma das conferencistas do Seminário da Escola Católica, partilhávamos experiências sobre inclusão. Não foi preciso muito tempo para percebermos que estamos em perfeita sintonia, porque me disse: “Incluir é dar a cada um o que necessita para ir tão longe quanto os outros” e não, como muitas vezes se faz, reduzir o currículo à medida do que são capazes de fazer no momento. E relembrou a história do Koi, que tinha contado na conferência - dependendo também do tamanho do aquário, ou até do lago, ideal para criar o Koi, este peixe pode crescer até 120cm e pesar 2/3 kg!

A relação desta “história” com a missão da Escola é intuitiva e directa mas acrescento mais um “pequeno” detalhe: koi é um termo japonês que pode significar carpa ou ainda afecto e amor! É ainda um peixe que para os japoneses está relacionado com sorte e bem-aventurança e é símbolo de amor e amizade.

Será que o koi pode ser inspirador para a Educação Portuguesa?!

Cristina Ribas

Que fazemos para que os professores sejam felizes?

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Imagem retirada daqui

Uma das muitas e pertinentes abordagens de Irene Arrimadas no Seminário da Escola Católica, disse respeito à motivação dos professores, colocando diversas questões: Como motivamos os nossos professores? São felizes ou não? Que fazemos para que os professores sejam felizes? Se temos professores motivados e que têm as competências necessárias, de certeza que atingimos os nossos objectivos.

Embora a questão salarial seja importante, muitas vezes os professores necessitam de outro tipo de motivação: que os escutem, que lhes peçam opinião, que se trabalhe em equipa, que se façam reuniões de coordenação, que se programem momentos informais. Tal como temos que acolher os alunos temos também que acolher os professores!

Cristina Ribas

 

O verdadeiro Trolaró. A resposta de Luís Costa


A propósito do meu artigo “A Véspera”, uma melga anónima pôs, no ProfBlog, em causa a minha condição docente. Lamento que estas coisas me aconteçam, impunemente, naquele sítio que me é tão caro. Alguém sem rosto e com um nome tão invulgar como “Ana”, perguntou na caixa de comentários se eu serei um “verdadeiro professor”, por ter confessado não amar esta escola pública que os socialistas nos estão impor. Na verdade, a minha falta de amor pela minha profissão ainda chega para ser respeitado na escola onde lecciono e por esse país fora, pelo trabalho que vou desenvolvendo — mesmo durante as minhas férias — em prol de todos os professores. Modéstia à parte, penso que a Educação não estaria muito mal servida, se todos os docentes não a amassem do mesmo modo como eu não a amo. Ninguém tem de amar a sua profissão em todas as circunstâncias. Só os idiotas e os hipócritas é que são capazes de andar sempre com um sorriso estampado na cara. O que se pode e deve exigir é apenas que sejamos verdadeiros profissionais.
O “verdadeiro professor”, na mente de alguns insectos estúpidos — e de outros mais demagogos — deve ser um trolaró canino, sempre cantando e rindo e amando, ainda que desrespeitado, enxovalhado… A esses, eu dedico esta linda peça, na qual se devem rever.

Entrevista do novo Presidente do Conselho de Escolas à TVI24

Ávila, Espanha
O novo Presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, esta noite, na TVI24:

Não podemos dizer que somos a favor ou contra os mega-agrupamentos. Alguns foram bem criados.

A videovigilância nas escolas é uma boa medida. Temos de nos preocupar com a indisciplina gerada dentro da sala de aula.

Não me quero pronunciar sobre o Estatuto do Aluno porque o diploma foi publicado hoje e ainda não o li. Pelo que tenho lido na imprensa há mudanças positivas.

A indisciplina contribui para o insucesso escolar. Os directores têm de criar mecanismos para que os alunos saibam estar na sala de aula e têm de responsabilizar as famílias.

Os pais têm de se envolver mais na escola. Os pais têm a obrigação de ajudar a escola a resolver os problemas.


Pedrada no charco contra o desemprego docente

Acção de protesto que está a ser apoiada pelos movimentos de professores: MUP, APEDE e PROmova

Inscrições para o 3º curso de profissionalização em exercício da Universidade Aberta terminam a 15/9

Ávila, Espanha

Existe, no sistema educativo, um grande número de professores com habilitação própria, muitos deles com largos anos de ensino, que apenas pode concorrer às ofertas de escola.

Nos termos da legislação para concursos, esses professores ficaram impedidos de concorrer a partir do concurso de 2007/2008, se não tivessem pelo menos seis anos de ensino. Hoje estão totalmente impedidos de o fazer. 


Esta reivindicação vê-se, agora, concretizada por protocolo entre o ME e a UA que prevê o reconhecimento validação da profissionalização concretizada entre Setembro próximo e o final do ano lectivo 2010/2011, a todos os professores contratados com habilitação própria e o mínimo de 5 anos de serviço em 31 de Agosto de 2010 (6 anos de serviço até 31 de Agosto de 2011).

As inscrições vão decorrer de 1 a 15 de Setembro próximo, com início do curso imediatamente após, sendo fundamental que a inscrição seja feita nos devidos termos, sob pena da frequência do curso ficar inviabilizada.

Mais Informações nos website da Fenprof. Pode ver ainda o guia do curso, o protocolo da UAberta com o ME e o boletim de candidatura no website da Fne.

Fne quer bolsa de professores por agrupamento

Ávila. Extremadura, Espanha
As conclusões que a Fne retira dos resultados do concurso de professores:

#1. Sistema educativo precário e instável.

#2. Necessidade absoluta de realização de concurso extraordinário em 2011.

#3. Número demasiado grande de professores sujeitos a contratos precários e instáveis.

#4. Necessidade de criar bolsas de professores por agrupamento para assegurar substituições temporárias e reforçar equipas de promoção do sucesso educativo.

Abrir de Portas. Um Poema da Isabel Fidalgo

Abrem-se as portas à pequenada
Ouvem-se os gritos dos pardalitos
Felizes no retorno ao ninho dos amigos.
Outros, mais pequeninos, desamparados
Nas suas asas, gritam a palavra de condão:
Mamã!!!!!!!!!!!!
É baba e ranho
O pulsar das aurículas e ventrículos
E uma angústia que demora a eternidade.
Abrem-se as portas da escola
Sossego ou desassossego
O tempo o dirá.
(Mas a praia era branca
O dia azul
A água morna
E os papás à mão de semear…).
Abrem-se as portas
Para a catraiada entrar
Como algazarra de andorinhas.
Mas uns vão tristes…
Aprender é longe da escola antiga
Por ordem de quem pode
E não se comove.
Porém, há uma esperança
Um rasgo de sol,
Uma flor na alma
E uma janela aberta:
Mesmo ferido no seu voar
De penas despidas,
O professor soletra
Com sorriso doce,
Sílaba a sílaba,
A palavra amor.